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Quando foi que o corpo de uma mulher passou a valer mais do que a mulher?

Nesta semana, uma foto de Georgina Rodríguez, companheira de Cristiano Ronaldo, tomou conta das redes sociais. Bastou ela aparecer de maiô, durante as férias, p

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07/08/2026 16:29 • Atualizado há 46 dias

Quando foi que o corpo de uma mulher passou a valer mais do que a mulher?

Nesta semana, uma foto de Georgina Rodríguez, companheira de Cristiano Ronaldo, tomou conta das redes sociais. Bastou ela aparecer de maiô, durante as férias, para que milhares de pessoas se sentissem no direito de julgar seu corpo. Celulite. Curvas. Peso. Imperfeições.

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E a pergunta que não sai da minha cabeça é: quando foi que isso virou assunto mais importante do que quem ela é?

Estamos falando de uma mulher que é mãe de seis filhos, empresária, companheira, que construiu uma família e uma história. Ainda assim, para muita gente, tudo isso desapareceu diante de uma foto?

O mais curioso é que parte das críticas vinha de pessoas dizendo que, por Cristiano Ronaldo ser um atleta conhecido pela disciplina e pela excelência física, sua companheira deveria ter um "corpo perfeito", como se amor fosse um campeonato de estética.

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Não minha gente, não é.

Mas a postura do próprio Cristiano Ronaldo desmonta esse tipo de pensamento. Enquanto a internet discutia medidas, celulite e padrões, ele fez o que realmente importa em uma relação: escreveu para Georgina apenas duas palavras: "Meu amor". Sem comentários sobre aparência, sem exigências, sem alimentar comparações. Um gesto simples, mas digno, que demonstra que quem ama enxerga muito além do corpo e reconhece o valor da pessoa que está ao seu lado!!! Um GOLAÇO do crzque!!!

Uma relação se constrói com respeito, parceria, admiração, conversa, cumplicidade, desejo, caráter e afeto. O corpo faz parte da atração, claro. Mas ele nunca deveria ser a medida do valor de uma mulher.

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E Georgina não é a primeira. Quantas vezes vimos mulheres como Kelly Clarkson, Selena Gomez, Preta Gil, Cleo Pires e tantas outras serem massacradas porque engordaram, emagreceram, tiveram celulite, estrias ou simplesmente deixaram de caber no padrão que a internet decidiu chamar de ideal?

Como jornalista, faço uma autocrítica. A imprensa também tem responsabilidade quando transforma o corpo feminino em manchete. Muitas vezes alimentamos uma cultura imediatista e cruel, que lucra com o julgamento e esquece que existe uma pessoa por trás da foto.

Eu sei o que é ser olhada primeiro pelo corpo. E sei muito!!! Durante muitos anos, eu carreguei mais de 30 quilos a mais! Mas o peso que mais me doía não era o da balança: era o dos olhares, dos julgamentos e da sensação de que as pessoas não conseguiam enxergar quem eu realmente era.

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Hoje cuido da minha saúde, emagreci e me sinto melhor, mais forte e mais leve. Mas aprendi uma das maiores lições da minha vida: minha validação não mora no espelho.

Ela mora na mãe que eu sou, na profissional que construí e na mulher que enfrenta desafios todos os dias. Na amiga, na parceira, na filha e na namorada!!! Na coragem de recomeçar quando a vida me exige... Ah, e ela exige todos os dias.

Saúde é importante e eu falo sobre isso todos os dias. Mas saúde não pode ser confundida com essa “perfeição estética”.

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Que a gente continue incentivando mulheres a beber mais água, praticar atividade física, dormir melhor, cuidar da mente e do coração. Mas nunca para caber na expectativa de alguém. E sim para viver mais, viver melhor e viver em paz. Uma mulher nunca será definida pelas marcas que existem na pele: ela será lembrada pelas marcas que deixa na vida das pessoas. E assim como eu, você sabe disso e das marcas que você já deixou em alguém!

E é por isso que eu caminho ao lado de tantas mulheres, principalmente das 40+. Mulheres que passaram por uma gravidez e nunca mais reconheceram o próprio corpo; que começaram a enxergar rugas onde antes viam apenas juventude; que convivem com as mudanças da menopausa, com o metabolismo mais lento, com a flacidez, com a celulite, com as estrias e, muitas vezes, com uma autoestima que parece ter ficado para trás.

Se eu puder te pedir uma coisa hoje, é esta: olhe para você com mais carinho! Seu corpo não é um inimigo. Ele é a prova de tudo o que você viveu, sustentando a mulher incrível que você é.

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No Ritmo Delas nunca foi mostrar um corpo perfeito. Sempre foi, e sempre será várias tentativas de recuperar a saúde, a autoestima e a alegria de viver. De descobrir que você pode se cuidar sem se punir e que pode emagrecer sem deixar de se amar.

Eu estou nessa caminhada com vocês. Não como alguém que chegou ao destino, mas como uma mulher que também enfrenta inseguranças, aprende todos os dias e escolhe, diariamente, olhar para si com mais respeito. Que nenhuma manchete, nenhuma rede social e nenhum comentário maldoso façam você esquecer quem você é.

E lembre-se: o tempo pode transformar o nosso corpo, mas uma mulher que conhece o próprio valor jamais envelhece por dentro.