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Caso Rope Jump: Justiça ouve acusados por morte da jovem jogada de ponte

Audiência acontece nesta quinta-feira (17); todos os réus respondem por homicídio com dolo eventual

2 min

17/09/2026 12:59 • Atualizado há 6 dias

Caso Rope Jump: Justiça ouve acusados por morte da jovem jogada de ponte

A audiência do caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), acontece nesta quinta-feira (17), às 12h30, no Fórum Criminal de Limeira.

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A audiência de instrução julga o processo contra os quatro acusados: a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Ao todo, 31 testemunhas foram arroladas para depor, sendo 16 de acusação e 15 de defesa. Os réus acompanharão a sessão e serão interrogados de forma virtual, por videoconferência.

Acusações e situação jurídica dos réus

O grupo tornou-se réu após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Todos respondem por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que impediu a defesa da vítima.

A organizadora Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, responsável pela empresa "Entre Cordas", que operava sem registro e sem autorização dos órgãos competentes, também é acusada de fraude processual. Segundo as investigações, ela teria tentado eliminar provas relevantes para a apuração do caso.

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Os três instrutores, Luis Felipe, de 32 anos, Maicon, de 42 anos e Vitor de 27 anos, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas durante o inquérito policial. A prisão preventiva de Evelyne também foi decretada pela Justiça.

Relembre o caso

O acidente fatal ocorreu no dia 13 de junho. Registros em vídeo mostram o momento em que os instrutores ergueram a vítima e jogaram ela para fora da estrutura da Ponte do Esqueleto sem as cordas de segurança conectadas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os responsáveis pela atividade atuavam sem definição clara de funções e descumpriam exigências legais, priorizando interesses econômicos e a promoção de saltos em redes sociais em detrimento da segurança dos praticantes. A acusação aponta ainda que a organizadora manteve os saltos mesmo após a ocorrência de uma falha operacional prévia.

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A Polícia Civil investiga também o desaparecimento da câmera de ação que estava presa ao braço de Maria Eduarda no momento da queda. Testemunhas relataram que a organizadora mencionou expressamente a intenção de apagar o vídeo gravado no equipamento.