São Paulo

Sócio de construtora é preso após desabamento de prédio matar cinco em SP

Segundo o governo estadual, mais dois responsáveis por construtora tiveram prisão decretada pela Justiça

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13/09/2026 12:08 • Atualizado há 18 horas

Sócio de construtora é preso após desabamento de prédio matar cinco em SP

A Polícia de São Paulo prendeu, na manhã deste domingo (13), um dos sócio-proprietários da construtora New Home, empresa responsável pela edificação de 12 andares que desabou no sábado (12) no bairro da Penha, na Zona Leste da capital paulista. O empresário foi levado ao 24° Distrito Policial para prestar depoimento e permanecerá à disposição da Justiça.

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A confirmação da prisão temporária foi feita pela Secretaria de Comunicação do governo estadual. As forças policiais mantêm diligências para cumprir outros dois mandados de prisão temporária expedidos contra representantes da construtora.

Em paralelo ao trabalho policial, equipes do Corpo de Bombeiros seguem com os trabalhos de busca no local do desabamento. Na manhã de domingo, as autoridades confirmaram a localização de mais três corpos sob os escombros, elevando para cinco o número de mortos confirmados.

Ao todo, sete pessoas foram retiradas do prédio: além das cinco vítimas fatais, um homem adulto e uma menina foram resgatados com vida. Ambos sofreram ferimentos leves, como contusões e escoriações, e foram encaminhados ao Pronto-Socorro do Tatuapé. Os bombeiros ainda buscam uma criança de sete anos que estaria desaparecida.

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A complexa operação de resgate mobiliza 70 bombeiros, 22 viaturas, um cão de busca e salvamento e maquinário pesado para remoção de estruturas de grande porte.

Estado em emergência devido às chuvas

Além da tragédia na capital, as chuvas provocaram estragos e transbordamentos de rios em diversos municípios paulistas. Em Eldorado, no Vale do Ribeira, o nível do rio Ribeira de Iguape subiu cerca de nove metros, exigindo a evacuação preventiva de 54 famílias --totalizando 173 pessoas.

Outras cidades, como Itu, Vargem Grande Paulista, Sete Barras, Mogi das Cruzes e Osasco, registraram deslizamentos de terra, quedas de árvores e desabamento de muros.

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O temporal também causa sérios transtornos na infraestrutura de transportes. A Serra Antiga da rodovia dos Tamoios permanece temporariamente interditada devido ao elevado volume de chuvas, com o tráfego fluindo em Operação Comboio pela Serra Nova.

No sistema ferroviário, rajadas de vento e descargas elétricas provocaram avarias e incêndio em uma subestação da CPTM, afetando a rotina e a manutenção das linhas 7-Rubi, 11-Coral e 12-Safira, na capital paulista.

A Defesa Civil do Estado mantém alertas emitidos à população e prevê acúmulos de chuva de até 150 mm na Baixada Santista e no litoral norte até segunda-feira (14), orientando atenção redobrada nas áreas de risco.