Sorocaba lança campanha para ampliar denúncias de violência contra mulheres
Programa 'Protege Mulher' já registrou mais de 2,1 mil chamadas de emergência

Iniciativa busca incentivar vítimas a denunciar agressões
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A Prefeitura de Sorocaba (SP), por meio das secretarias de Segurança Urbana (Sesu) e de Comunicação (Secom), lança nesta semana uma campanha educativa para incentivar mulheres vítimas de violência sexual a denunciar os crimes e buscar atendimento pelo programa "Protege Mulher".
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De acordo com as secretarias, a iniciativa já monitora 2.452 mulheres que têm medidas protetivas judiciais contra seus agressores.
Desde a criação do programa, em fevereiro de 2018, mais de 2.100 chamadas de emergência foram atendidas pela corporação, resultando em 475 pessoas detidas. Somente em 2026, até o momento, foram registrados 272 acionamentos do aplicativo e 75 conduções de pessoas à delegacia. Em 2018, os números eram de 68 e 11, respectivamente.
A campanha publicitária e institucional é gratuita e busca ampliar o alcance do "Protege Mulher" e fortalecer a proteção às mulheres. O material será divulgado no portal da Prefeitura (sorocaba.sp.gov.br), nas redes sociais da Administração Municipal, na imprensa e em cartazes nos ônibus do transporte público e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
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“O número de mulheres atendidas pelo ‘Protege Mulher’ cresce a cada ano e a proposta, com a campanha, é mostrar que se trata de uma ferramenta eficaz de segurança pública e no enfrentamento da violência doméstica e familiar, sendo importante aliado da vítima no dia a dia. Mais que isso, de encorajar mais mulheres a denunciar casos de agressões sofridos e prevenir possíveis ocorrências dessa natureza”, aponta o secretário da Secom, Rodrigo Alcântara.
Cadastramento
Para se cadastrar no "Protege Mulher", é necessário comparecer ao Centro de Referência da Mulher (Cerem) com o boletim de ocorrência e a medida protetiva expedida pela Justiça. No local, a vítima recebe orientações sobre o programa e o uso do aplicativo.
O Cerem fica na Avenida Juscelino Kubitschek, 440, no Centro, próximo à atual Rodoviária, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. O telefone para contato é (15) 3235-6770.
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Mulheres em situação de vulnerabilidade social que sejam vítimas de violência doméstica e não tenham celular podem aderir ao programa Conecta Elas, realizado pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e da Mulher (Semul), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A iniciativa prevê a doação de aparelhos para que essas mulheres possam utilizar o "Protege Mulher".
Operacionalização
Após formalizar a denúncia contra o agressor na Polícia Civil e obter uma medida protetiva na Justiça, a vítima pode se cadastrar no programa e ter acesso ao aplicativo.
Se o agressor descumprir a medida, aproximando-se da vítima ou ameaçando agredi-la física, verbal ou psicologicamente, ela pode acionar o botão de alerta do "Protege Mulher", disponível na tela do celular. Para utilizar o recurso, o aparelho precisa estar conectado à internet.
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O alerta é enviado imediatamente ao Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI), que recebe, via GPS, a localização de onde partiu o pedido de ajuda. Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) é acionada para atender à ocorrência. Além dos dados da vítima, o aplicativo disponibiliza informações sobre o possível agressor.
Em 2025, o aplicativo foi atualizado para incluir novas funcionalidades e um layout reformulado. Entre as mudanças, está a possibilidade de anexar áudios e fotos ao acionar o botão de alerta. As informações complementares podem ser incluídas no perfil da vítima e do agressor para auxiliar no atendimento da ocorrência. Outra funcionalidade é a captação e gravação do áudio ambiente desde o acionamento do alerta até o encerramento da ocorrência.
Mais ações
Desde 2025, Sorocaba também ampliou as ações preventivas e de acompanhamento das mulheres, com visitas de orientação sobre medidas protetivas. Foram realizadas 53 visitas em 2024, 156 em 2025 e 146 em 2026, até o momento.
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A GCM também atende casos de violência doméstica que não são abrangidos pelo "Protege Mulher", principalmente por meio de chamados ao telefone 153. Em 2026, foram registrados 141 atendimentos desse tipo, que resultaram em 68 pessoas detidas.
“A Administração Municipal montou uma completa rede de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e o ‘Protege Mulher’ é uma parte estratégica desse sistema de proteção integrado, que opera 24 horas e possibilita atendimento ágil, aliando ações preventivas e de atuação policial especializada. Quem utiliza o aplicativo, confia e comprova a eficiência do programa”, finaliza o secretário da Sesu, João Alberto Corrêa Maia.
