Suspeitos de furto milionário a joalheria em SP são soltos após prisão
O crime ocorreu no último domingo, quando os criminosos abriram um buraco em uma parede para invadir o estabelecimento
Dois homens que confessaram participação em um furto milionário a uma joalheria localizada na Rua Oscar Freire, na Zona Oeste de São Paulo, foram soltos após escaparem do flagrante. Os suspeitos haviam sido detidos pela polícia, mas a liberação ocorreu porque não houve a prisão em flagrante no momento da captura.
Continua depois da publicidade
O crime ocorreu no último domingo, quando os criminosos abriram um buraco em uma parede para invadir o estabelecimento. Para alcançar o alvo, o grupo passou por duas lojas de roupas vizinhas, em uma ação que durou quase 20 horas e só terminou na madrugada de segunda-feira.
"Eu realmente ouvi muito barulho de construção, mas para mim é natural ouvir esses barulhos porque todos os dias têm construções aqui perto da loja em que eu trabalho. Não desconfiei, apesar do barulho estar bem forte", relatou uma funcionária de um estabelecimento vizinho que preferiu não se identificar.
Durante a permanência no local, os criminosos chegaram a consumir uma garrafa de champanhe importada. De acordo com as investigações, seis pessoas participaram do furto, utilizando papel alumínio para cobrir câmeras de segurança e desativar alarmes.
Todas as joias expostas na vitrine foram levadas, resultando em um prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Parte do material furtado foi recuperada pelas autoridades.
Continua depois da publicidade
Investigação e próximos passos
Um dos suspeitos detidos é pedreiro e, segundo a polícia, teria auxiliado na abertura dos buracos nas paredes que deram acesso à joalheria. Os dois homens foram localizados no centro de São Paulo a partir de diligências em um carro utilizado no crime, confessaram a participação e foram indiciados por furto qualificado e associação criminosa.
Como não foram capturados em flagrante, acabaram sendo postos em liberdade. A Polícia Civil agora vai solicitar à Justiça a prisão preventiva dos investigados e continua as buscas para identificar e prender os demais integrantes da quadrilha.
