Tenente-coronel é interrogado por morte da esposa em São Paulo
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi interrogado no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, após diversos
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi interrogado no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, após diversos adiamentos solicitados pela defesa. A expectativa judicial é que, após o depoimento, a Justiça decida se o réu será ou não submetido a júri popular.
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O oficial está preso preventivamente no Presídio Romão Gomes, localizado na Zona Norte da capital paulista, sob acusação de feminicídio e fraude processual por supostamente tentar forjar o suicídio da esposa, a soldado da PM Gisele Alves.
Na última semana, o Instituto de Criminalística anexou ao processo um novo laudo que reforça a conclusão de que a policial não cometeu suicídio. O documento técnico foi elaborado para responder a questionamentos da defesa do tenente-coronel e mantém integralmente as conclusões anteriores da perícia.
De acordo com o laudo pericial a que o programa Brasil Urgente teve acesso, aponta-se a impossibilidade física de Gisele ter efetuado um disparo contra a própria cabeça e se imobilizado conforme as fotografias feitas pelos socorristas, indicando a provável presença de uma segunda pessoa na cena do crime.
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Inconsistências apontadas pela perícia técnica
Para sustentar a acusação, a perícia realizou simulações científicas que confrontaram diretamente a versão apresentada por Geraldo Neto sobre a dinâmica dos fatos ocorridos no começo do ano.
O casal morava em um apartamento na região central de São Paulo, onde Gisele foi encontrada ferida com um tiro na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resiste aos ferimentos. O próprio marido aciona o socorro inicialmente, alegando que a companheira tirara a própria vida.
Entre os principais pontos destacados pelo documento técnico estão a verificação do alcance sobre o guarda-roupa — localizado a cerca de dois metros de altura, onde a arma do oficial ficava guardada e fora do alcance de Gisele —, a análise da linha de visada a partir do banheiro (demonstrando que o marido não conseguiria ver a esposa caída de dentro do box) e a aferição da direcionalidade do escorregamento de sangue no busto da vítima, considerada incompatível com a tese de suicídio.
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Desde o início da apuração, a família da policial contesta a versão do oficial, e as investigações identificam divergências nos depoimentos e nos vestígios do apartamento. Paralelamente ao processo criminal, Geraldo Neto responde a um processo administrativo que pode resultar em sua expulsão da corporação militar.
