São Paulo

Tio de Boulos morre 3 dias após ser atropelado em discussão de trânsito em SP

Carlos estava internado em estado grave desde a noite de sábado (3)

3 min

06/10/2026 10:47 • Atualizado há 11 horas

O idoso Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do governo Lula e também deputado federal licenciado pelo estado de São Paulo, morreu na madrugada desta terça-feira (6), no Hospital das Clínicas, em São Paulo, após ter sido atropelado no último fim de semana durante uma discussão no trânsito na Avenida 23 de Maio, na região central da capital.

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Carlos estava internado em estado grave desde a noite de sábado (3), quando deu entrada na unidade com diagnóstico de traumatismo craniano, depois de ser atingido por um veículo enquanto conduzia uma caminhonete Toyota Hilux pela via.

Amigos próximos informaram à reportagem que Carlos não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada, após permanecer sob cuidados médicos intensivos na unidade de saúde.

Discussão no trânsito terminou em atropelamento

De acordo com o boletim de ocorrência, o atropelamento ocorreu na Avenida 23 de Maio, na região da Bela Vista. Carlos dirigia a Hilux quando se envolveu em um desentendimento com o motorista de um Fiat Palio branco.

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O registro policial aponta que, após os dois veículos pararem na pista, o idoso desceu da caminhonete e caminhou em direção ao Palio para tirar satisfações. Nesse momento, segundo testemunhas, o condutor do carro acelerou diretamente contra Carlos.

Duas pessoas que presenciaram a cena relataram à Polícia Civil que o idoso chegou a apoiar uma das mãos no para-brisa antes de sofrer o impacto e cair no asfalto. Uma terceira testemunha afirmou que começou a filmar a abordagem esperando uma briga física entre os motoristas.

Ela declarou aos investigadores que viu o Palio avançar e passar sobre a vítima, deixando a área em seguida sem prestar socorro. Carlos permaneceu imóvel na pista e não respondia aos chamados das pessoas até receber os primeiros atendimentos de uma ambulância particular que passava pelo local. Na sequência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar também foram acionados.

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Investigação por dolo eventual e buscas pelo motorista

O vídeo gravado pela testemunha foi entregue às autoridades e permitiu identificar a placa do veículo envolvido. Na avaliação dos investigadores, as imagens e os depoimentos afastam a hipótese de um acidente comum de trânsito.

A Polícia Civil registra o caso com base nos artigos 121, 14 e 18 do Código Penal, como tentativa de homicídio com dolo eventual, ao entender que o motorista assumiu o risco de causar a morte ao lançar o carro contra um pedestre. Conforme o próprio boletim, o enquadramento legal poderá ser alterado no decorrer das apurações caso surjam novos elementos no inquérito, entre eles a morte da vítima.

O motorista do Palio não permaneceu no local para socorrer Carlos e também responde por omissão de socorro. Diligências seguem em São Paulo para identificar formalmente o suspeito que estava ao volante e localizar o seu paradeiro.