Adolescentes são suspeitos de arremessar explosivos em creche e escola
Ocorrências foram registradas no Jardim Paraíba, no dia 3 de novembro

Adolescentes foram identificados por imagens de segurança
Reprodução Google
Seis adolescentes são suspeitos de envolvimento em ataques com artefatos explosivos contra uma creche e uma escola municipal de Aparecida. Os casos aconteceram na terça-feira (3), no bairro Jardim Paraíba, e foram registrados na Polícia Civil na sexta-feira (6).
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Segundo o boletim de ocorrência, os ataques ocorreram na Escola Municipal Marieta Braga, localizada na Avenida Juvenal Arantes, e na Creche Santa Luzia, na Rua Nagib Chad. As duas unidades ficam próximas uma da outra.
Na escola municipal, o artefato explosivo, descrito como uma bomba, foi arremessado para dentro da quadra durante o intervalo e as atividades de educação física. A explosão provocou um forte barulho e assustou os alunos.
O caso foi comunicado ao Conselho Tutelar no dia seguinte, após pais de estudantes relatarem o ocorrido. O diretor da unidade confirmou a explosão e informou que a Guarda Civil Municipal chegou a ser acionada, mas não encontrou danos ao patrimônio público naquele momento.
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Ainda segundo o registro policial, um episódio semelhante aconteceu no mesmo dia, por volta das 14h, na Creche Santa Luzia.
Imagens das câmeras de monitoramento mostram um grupo de adolescentes reunido nos fundos da unidade. Um deles teria acendido e arremessado um artefato explosivo para dentro da área de recreação das crianças.
A direção da creche informou que o explosivo caiu próximo ao espaço utilizado pelos alunos, provocando uma explosão. O caso colocou as crianças em situação de risco, já que algumas poderiam estar próximas ao local atingido.
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A unidade chegou a registrar a ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica, relatando os danos, mas, inicialmente, os envolvidos não haviam sido identificados.
Durante as apurações, o Conselho Tutelar analisou as gravações e identificou seis adolescentes que aparecem nas imagens da creche. Dois deles foram reconhecidos como alunos da Escola Estadual Paulina Cardoso.
De acordo com o boletim de ocorrência, um adolescente de 16 anos foi apontado como responsável por acender e arremessar o artefato explosivo na creche. Os demais estavam nas proximidades, acompanharam a ação e deixaram o local após a explosão.
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A participação individual de cada adolescente ainda deverá ser esclarecida durante as investigações. Também não foi confirmado se os mesmos jovens participaram do episódio registrado na escola municipal.
O Conselho Tutelar encaminhou à Polícia Civil imagens das câmeras de monitoramento e uma fotografia de um dos artefatos encontrados. O órgão também solicitou a identificação da origem dos explosivos utilizados.
O caso foi registrado como atos infracionais análogos aos crimes de explosão e dano com emprego de substância inflamável ou explosiva.
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As circunstâncias dos dois episódios serão apuradas pela Polícia Civil.
