Ana Castela é condenada após chamar homem de “criminoso”
A Justiça de Bananal condenou em primeira instância a cantora Ana Castela a pagar R$ 2 mil por danos morais a Dalton Oliveira Rodrigues Vieira. A decisão foi

A Justiça de Bananal condenou em primeira instância a cantora Ana Castela a pagar R$ 2 mil por danos morais a Dalton Oliveira Rodrigues Vieira. A decisão foi tomada após o homem alegar ter sido associado pela artista a um caso de maus-tratos contra um cavalo durante uma cavalgada, em agosto de 2025.
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A sentença foi assinada em 5 de outubro de 2026, pela juíza Luciene Belan Ferreira Allemand, da Vara Única de Bananal.
Segundo o processo, Dalton participou da cavalgada e produziu vídeos durante o evento. Outro participante teria praticado maus-tratos contra um cavalo. Dalton afirmou à Justiça que não participou das agressões.
Dalton havia pedido R$ 700 mil por danos morais, além de R$ 39.929,52 por supostos prejuízos relacionados à perda do emprego, R$ 21.840 pela interrupção dos trabalhos como motoboy e uma retratação pública.
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Após o episódio, Ana Castela publicou conteúdos nas redes sociais sobre o caso. De acordo com a ação, a cantora associou Dalton às agressões e o chamou de “também um criminoso”.
Na avaliação da Justiça, a manifestação de Ana Castela sobre os maus-tratos contra o animal estava protegida pela liberdade de expressão e pelo direito de crítica. O problema, segundo a sentença, ocorreu quando a publicação identificou Dalton e atribuiu a ele a condição de criminoso.
A magistrada entendeu que essa afirmação não encontrava respaldo nas provas apresentadas no processo e ultrapassou os limites da liberdade de expressão, atingindo a honra e a imagem do autor.
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Apesar disso, a juíza considerou que Dalton também contribuiu para a exposição do episódio.
Durante o processo, ele teria relatado que gravou um dos vídeos a pedido do homem que teria realizado as agressões e que realizou outros registros por iniciativa própria.
Justiça não reconheceu perda de emprego causada pela cantora
Os pedidos de indenização por danos materiais também foram rejeitados.
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Dalton alegou que perdeu o emprego e trabalhos como motoboy em razão da repercussão do caso. No entanto, a Justiça entendeu que não ficou comprovado que a publicação de Ana Castela tenha sido responsável diretamente pelos prejuízos financeiros.
A reportagem tenta localizar a defesa da Ana Castela e de Dalton Oliveira Rodrigues Vieira. O espaço segue aberto para posicionamento.
