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Após restrição eleitoral, suspeito de matar estudante pode ser preso

A execução do mandado ficou condicionada ao fim do período de restrição previsto na legislação eleitoral.

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06/10/2026 11:29 • Atualizado há 18 dias

Após restrição eleitoral, suspeito de matar estudante pode ser preso

Caso Bruno Hashimura: depoimento de testemunha contradiz versão de bombeiro

O mandado de prisão preventiva contra o bombeiro militar, de 28 anos, suspeito de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, em Taubaté, pode ser cumprido a partir das 17h desta terça-feira (6).

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A prisão preventiva foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após o indiciamento do suspeito pela Polícia Civil por homicídio qualificado. A execução do mandado ficou condicionada ao fim do período de restrição previsto na legislação eleitoral.

A regra impede, salvo exceções previstas em lei, a prisão de eleitores desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da votação do primeiro turno. Como a votação terminou no domingo (4), o período de restrição termina às 17h desta terça-feira (6).

Novas imagens de câmeras de segurança também ajudaram a esclarecer a sequência dos acontecimentos. Os registros mostram o momento em que uma discussão de trânsito começou na Avenida Dom Pedro I, cerca de um minuto antes do assassinato.

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Bruno foi morto a tiros na Avenida do Povo, por volta das 7h, quando retornava de uma prova na Universidade de Taubaté (Unitau).

O estudante tinha 23 anos, morava em Jacareí com a mãe, a esposa e o filho de dois anos e cursava o 4º período de Medicina.

Inquérito de 101 páginas descarta tese de legítima defesa

O inquérito de 101 páginas elaborado pela Polícia Civil de Taubaté concluiu que não há qualquer indício de legítima defesa ou de tentativa de assalto, versões alegadas pelo investigado no início das apurações.

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O relatório policial e a perícia destacaram que o bombeiro disparou pelo menos cinco vezes, atingindo a vítima com quatro tiros — dois no tórax, um no pescoço e um de raspão no braço. Nenhuma arma de fogo foi encontrada no carro do estudante de medicina.

Uma testemunha ocular em outro veículo relatou que o bombeiro desceu do carro, caminhou até o automóvel do estudante e desferiu três cotoveladas contra o vidro do motorista até quebrá-lo. Em seguida, o militar efetuou os disparos à queima-roupa.

Ferido, Bruno tentou desembarcar pelo lado do passageiro para buscar ajuda, mas caiu a cerca de 100 metros do local e não resistiu. A Polícia Civil revelou ainda que o acusado possui histórico em ao menos três brigas de trânsito anteriores com ameaças de uso de arma.

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