Bombeiro que atirou em estudante tem histórico de brigas e ameaças
Justiça concede liberdade provisória ao atirador; investigação sobre a morte do jovem de 23 anos continua em Taubaté

Justiça concede liberdade provisória a bombeiro detido após matar estudante
O bombeiro militar Marcos Fujarra, de 28 anos, obteve liberdade provisória concedida pela Justiça durante audiência de custódia virtual na manhã desta quinta-feira (1º), após atirar e matar o estudante de medicina Bruno, de 23 anos, na Avenida do Povo, em Taubaté.
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Levantamentos da equipe de reportagem indicam que o suspeito já havia sido investigado por discussões anteriores no trânsito na região. Em 2019, o militar envolveu-se em uma discussão motivada pelo bloqueio de uma garagem. Em 2021, foi investigado após ameaçar outro motorista com arma de fogo em um semáforo.
Como ambos os processos foram arquivados sem condenação criminal, ele mantém a condição jurídica de réu primário.
A defesa do bombeiro militar informou que ele trabalhava em São Paulo, mas estava em licença voluntária sem vencimentos desde o mês de maio para tratar de assuntos familiares.
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Em nota oficial, o 1º Grupamento de Bombeiros do Vale do Paraíba repudiou o ocorrido, prestou solidariedade aos familiares de Bruno e enfatizou que atitudes contrárias à preservação da vida e à legalidade são incompatíveis com os valores da instituição.
Liberdade provisória
A decisão foi proferida pela juíza Gláucia Fernandes Paiva, da 9ª Vara de São José dos Campos, que fundamentou a soltura com aplicação de medidas cautelares pelo fato de o investigado ser réu primário e por considerar a prisão preventiva uma medida de último recurso.
Medidas cautelares e restrições impostas pela Justiça
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Ao conceder o benefício ao bombeiro militar, que estava detido no presídio Romão Gomes na capital paulista, a Justiça estabeleceu uma série de obrigações e restrições para a manutenção da liberdade:
- Recolhimento domiciliar: Obrigatório no período noturno, nos finais de semana e nos dias de folga;
- Apresentação em juízo: Comparecimento bimensal à Justiça para informar e justificar suas atividades;
- Restrição de deslocamento: Proibição de se ausentar de Caçapava, município onde reside, por mais de 15 dias sem autorização prévia;
- Afastamento da família da vítima: Proibição de manter contato ou se aproximar a menos de 100 metros de qualquer familiar do estudante Bruno;
- Porte de arma e atuação: Suspensão do porte de arma de fogo e limitação do exercício profissional na corporação estritamente a funções administrativas, permanecendo fora das ruas.
Tese de legítima defesa descartada e investigação do 1º DP
Apesar da concessão de liberdade provisória, o inquérito policial prossegue sob a condução do 1º Distrito Policial de Taubaté, aos cuidados do delegado Dr. Horácio. Na apresentação do caso, a tese de legítima defesa apresentada pelo acusado foi rejeitada pelo delegado plantonista, Dr. Bruno.
A polícia destacou que foram efetuados pelo menos cinco disparos de arma de fogo contra a vítima, quantidade considerada incompatível com uma ação defensiva.
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Além disso, nenhuma arma de fogo foi localizada no veículo do estudante; os peritos apreenderam no automóvel apenas um canivete prateado, que passa por perícia técnica para verificar se houve qualquer tipo de manuseio ou interferência no momento do crime.
