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Vale do Paraíba
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Cesta básica no Vale do Paraíba encarece 2,18% em setembro, revela Nupes

Valor médio atingiu R$ 2.947 impulsionado pela chuva e pela alta de hortaliças; Campos do Jordão tem cesta mais cara

3 min

05/10/2026 15:57 • Atualizado há 19 dias

Cesta básica no Vale do Paraíba encarece 2,18% em setembro, revela Nupes

Cesta básica no Vale do Paraíba encarece 2,18% em setembro, revela Nupes

O custo da cesta básica familiar no Vale do Paraíba registrou uma alta de +2,18% em setembro de 2026, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas e registrando a maior elevação mensal desde julho de 2022.

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Segundo pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (Unitau), divulgada nesta segunda-feira (5), o preço médio regional passou de R$ 2.884,15 em agosto para R$ 2.947,02 em setembro, gerando um acréscimo de R$ 62,87 no orçamento das famílias.

Variação por cidades: Taubaté lidera alta e Campos do Jordão tem cesta mais cara

Todos os quatro municípios monitorados pelo levantamento do Nupes apresentaram aumento nos preços em setembro. Taubaté registrou a maior variação percentual do mês (+3,60%), saltando para R$ 2.864,62. Mesmo com o aumento expressivo, o município segue comercializando a cesta básica mais barata entre as cidades pesquisadas.

Confira o comportamento dos preços nos municípios do Vale do Paraíba:

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  • Taubaté: R$ 2.864,62 (+3,60%);
  • Caçapava: R$ 2.889,98 (+2,96%);
  • São José dos Campos: R$ 2.898,12 (+2,07%);
  • Campos do Jordão: R$ 3.135,36 (+0,32%).

Campos do Jordão registrou a menor variação do mês, influenciada pelo fim da alta temporada de inverno, mas continua no topo do ranking regional com a cesta básica mais cara.

Clima adverso e alta dos alimentos pressionam o orçamento

O grupo de Alimentação foi o grande vilão do mês, representando R$ 62,44 do aumento total e registrando alta de +2,41%. O grupo responde por 90,13% do peso total da cesta básica na região. Já os grupos de Higiene Pessoal (+0,11%) e Limpeza Doméstica (+0,19%) mantiveram relativa estabilidade.

De acordo com a análise do Nupes, o excesso de chuvas e a ocorrência de granizo no interior de São Paulo, somados à passagem de um ciclone extratropical pelo Sul, prejudicaram a colheita e reduziram a oferta de hortaliças. Com isso, produtos que vinham acumulando quedas voltaram a subir expressivamente:

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  • Abobrinha: +56,06% (com pico de +99,91% em São José dos Campos);
  • Batata Inglesa: +47,04%;
  • Tomate Salada: +45,34%;
  • Cebola: +15,43%.

Em contrapartida, as principais reduções de preço do mês foram registradas na Laranja Pera (-7,13%), na Banana Nanica (-7,00%) e na Cenoura (-6,90%), que manteve a tendência de queda pelo terceiro mês seguido.

Comprometimento da renda e acumulado em 12 meses

Com a subida de preços e sem reajuste no salário mínimo, o percentual da renda familiar comprometido para a aquisição da cesta básica no Vale do Paraíba subiu para 36,36% em setembro (considerando o padrão de 5 salários mínimos, equivalente a R$ 8.105,00).

No acumulado dos últimos 12 meses (setembro de 2025 a setembro de 2026), a cesta básica no Vale do Paraíba acumula uma alta de +3,76%, representando um aumento de R$ 106,79 no valor final pagos pelos consumidores.

Cesta básica no Vale do Paraíba encarece 2,18% em setembro, revela Nupes