Represa Jaguari chega a 76% do volume útil após chuvas em setembro
Em São José dos Campos, o volume de precipitação de chuva superou o recorde da série histórica.

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As chuvas registradas em setembro contribuíram para a recuperação dos níveis de armazenamento de represas do Vale do Paraíba. Em São José dos Campos, o volume de precipitação superou o recorde da série histórica. Os reservatórios Jaguari e Santa Branca também apresentaram aumento no volume útil em comparação com o mesmo período de 2025.
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Setembro marca o início da primavera, estação que antecede o verão e costuma trazer mudanças nas condições climáticas. Neste ano, porém, a atuação do fenômeno El Niño influenciou o comportamento das chuvas, que ocorreram com maior frequência na região.
Em São José dos Campos, o volume de chuva acumulado em setembro chegou a 94,3 milímetros. O índice foi muito superior aos 12,4 milímetros registrados no mesmo mês de 2025. Além disso, superou o recorde anterior da série histórica, registrado em 2015, quando foram contabilizados 67,9 milímetros.
A represa Jaguari, em São José dos Campos, apresentou um crescimento expressivo no volume útil. Em setembro de 2025, o índice era de 42,76%. Neste ano, no mesmo período, chegou a 76,77%.
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A represa de Santa Branca também registrou aumento, passando de 25,52% em setembro do ano passado para 51,74% neste ano. Já a represa de Paraibuna apresentou uma leve redução na comparação anual, de 48,71% para 45,50%.
Os três reservatórios integram o chamado reservatório equivalente do Sistema Paraíba do Sul. Segundo os dados apresentados, em setembro, os níveis de armazenamento tiveram resultados superiores à média registrada entre 2016 e 2025, considerando o conjunto de reservatórios.
Especialistas destacam que os ciclos climáticos podem influenciar diretamente os períodos de chuva e seca. Neste ano, a atuação do El Niño alterou o cenário esperado para a primavera, mas a orientação é não depender exclusivamente das condições climáticas favoráveis para garantir a segurança hídrica da região.
