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A guerra no Irã está armada, só falta apertar o gatilho

Em contato direto com o presidente Donald Trump, o repórter israelense Barak Ravid, do site Axios, de Washington, concorda que “a guerra começará antes do que a maioria das pessoas espera, e poderá ser muito maior do que muitos anteciparam”

Por Redação
REDAÇÃO

18/02/2026 • 16:58 • Atualizado em 18/02/2026 • 16:58

Moises Rabinovici
Irã e EUA

Irã e EUA

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

“Eu pensaria duas vezes em voar para o exterior neste fim de semana”, comentou hoje o antigo chefe da inteligência militar israelense, Amos Yadlin, ao voltar da Conferência de Segurança de Munique.

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Para Yadlin, a guerra dos EUA contra o Irã é “iminente”. Mas ele observou que o Pentágono não sabe ainda com clareza qual será o seu objetivo no ataque, embora o presidente Trump esteja “muito determinado” a ordená-lo, sem mais condições de recuar da colossal armada que montou no Oriente Médio, se não obtiver uma vitória diplomática do Irã.

Em contato direto com o presidente Donald Trump, o repórter israelense Barak Ravid, do site Axios, de Washington, concorda que “a guerra começará antes do que a maioria das pessoas espera, e poderá ser muito maior do que muitos anteciparam”.

Israel está preparado para uma guerra “nos próximos dias”, no front interno e no militar. Mas não nesta quinta-feira, quando o presidente Trump inaugura seu Conselho da Paz, na Casa Branca, com a presença de representantes de 20 países – o Brasil foi um dos convidados, mas não respondeu.

Da América do Sul só Argentina e Paraguai estarão presentes. União Europeia, Grécia e Chipre participarão como observadores. Os outros participantes são Israel, Catar, Turquia, Paquistão, Indonésia, Egito, Marrocos, Azerbaijão, Uzbequistão, Albânia, Paraguai, Hungria, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Cambódia, Armênia e Cazaquistão.

O Irã está reagindo com um exercício militar com a Rússia no Mar de Omã e no Oceano Índico. Na segunda-feira, sua Guarda Revolucionária fechou o estratégico estreito de Ormuz, por onde transita a maior parte do petróleo do mundo, e testou mísseis que, segundo o líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, são capazes de afundar os porta-aviões americanos.

Durante a semana, os EUA enviaram 150 cargueiros militares com armas e munições para o Oriente Médio. Cerca de 50 caças F-16, F-22 e F-35 voaram de bases na Europa para reforçar os já estacionados em bases americanas e a bordo do grupo de um porta-aviões ancorado na região e um outro a caminho.

Os EUA e Irã estão usando as negociações mediadas pelo sultanato de Omã para ganhar tempo – os americanos, para reunir suas forças para um ataque, que se prevê prolongado, e os iranianos, para afastar o momento em que os tambores de guerra rufam para mais adiante, quando estarão talvez silenciados. Os encontros indiretos em Mascate e em Genebra só trataram de princípios para as negociações, e apenas sobre o programa nuclear, sem tocar em outros assuntos pautados pelos EUA-Israel, como mísseis balísticos e ajuda às milícias e terrorismo na região.

As últimas conversas entre Irã-EUA foram “um hambúrguer de nada”, deu em manchete o jornal Times of Israel, atribuindo a frase a uma fonte da Casa Branca para o Canal 12 israelense. A secretária de imprensa Karoline Leavitt acrescentou que “o Irã seria sábio se concluísse um acordo”.

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