África do Sul apresenta lista de medidas contra Israel no Tribunal de Haia
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat, acusou a África do Sul de "atuar como o braço legal do Hamas"

A África do Sul acusou Israel de cometer genocídio contra os palestinos em Gaza, no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, e apresentou uma lista de medidas que devem ser aprovadas para imediata aplicação:
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- Suspensão das operações em e contra Gaza;
- Fim da privação de acesso a alimentos e água adequados;
- Assistência humanitária, incluindo acesso a combustível, abrigo, roupas, higiene e saneamento e suprimentos e assistência médica.
- Israel deve desistir da "destruição" da vida palestina em Gaza.
O representante da África do Sul, Vaughan Lowe KC afirnou que o artigo 51 da carta da ONU, que dá direito a um país se defender de ataques, não se aplica à guerra em Gaza, porque Israel continua ocupando Gaza ao controlar seus pontos de acesso.
"Israel diz que seu objetivo é destruir o Hamas. Mas meses de bombardeios, arrasando quarteirões residenciais inteiros, cortando a comida e a água de toda uma população não podem ser considerados como uma caça ao Hamas", afirmou Lowe.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat, acusou a África do Sul de "atuar como o braço legal do Hamas" e de "ignorar o fato de que os terroristas do Hamas se infiltraram em Israel, assassinaram, executaram, massacraram, estupraram e sequestraram cidadãos israelenses, apenas por serem israelenses, em uma tentativa de realizar genocídio". Ele também tuitou:
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(A África do Sul) "busca permitir que o Hamas volte a cometer os crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes sexuais que cometeram repetidamente em 7 de outubro". No final, Haiat chamou os advogados sul-africanos de "representantes do Hamas no tribunal".
A África do Sul usou 3h30 para expor os argumentos para o seu caso. Agora, Israel terá o mesmo tempo para se defender, na manhã desta sexta-feira (12).
Frases inflamadas de ministros israelenses de extrema direita, como a que sugeria a deportação dos palestinos ou a colonização de Gaza, como feita na Cisjordânia, foram lembradas, e agora a equipe de advogados de Israel terá que ouvir seus autores para rebater a acusação de intenção genocida.
