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Alckmin minimiza ameaça de Trump: ‘Relação comercial com o Irã é pequena’

Segundo o vice-presidente, o Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro, está no fim da fila e ‘não tem grande relevância’

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 09:52 • Atualizado em 15/01/2026 • 09:52

Alckmin

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Agência Brasil

O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou que a supertarifação contra países que têm relações comerciais com o Irã é difícil de ser aplicada.

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Geraldo Alckmin pontuou que a relação comercial entre o Brasil e Irã é pequena. A declaração do vice-presidente foi feita durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro" do Canal Gov.

“Os Estados Unidos colocaram que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. A maioria dos países tem algum tipo de exportação (para o país do Oriente Médio), a nossa relação comercial com o Irã é pequena”, declarou Geraldo Alckmin.

“Acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada. Teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, finalizou.

Durante a entrevista, Geraldo Alckmin pontuou que ainda não saiu uma “ordem executiva” para uma possível tarifa do governo dos Estados Unidos a países que têm relações comerciais com Teerã. Ele pontuou que o país está no “fim da fila” do comércio exterior do Brasil.

“A maioria dos países do mundo, inclusive muitos países europeus, a Alemanha, tem uma relação comercial com o Irã. O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro, ele está lá no fim da fila, não tem grande relevância“, destacou.

“Vamos trabalhar para que não haja esta tributação no caso do Irã e trabalhar, não só nós, mas o mundo. Essa conversa tem sido tratada com o Itamaraty, mas ainda não temos a ordem executiva”, finalizou.

Trump anuncia tarifa de 25% a países que negociarem com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida drástica que impacta diretamente o comércio global. Em publicação em sua rede social, o presidente estabelece que qualquer país que realize negócios com a República Islâmica do Irã passará a pagar uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais feitas com os Estados Unidos. A ordem, segundo a declaração, tem efeito imediato e é classificada como final e irrecorrível.

A decisão de Trump eleva a pressão diplomática e econômica sobre o regime iraniano, utilizando o poder de mercado norte-americano como ferramenta de coerção. Ao impor uma sobretaxa de 25%, o governo dos Estados Unidos força parceiros comerciais históricos a escolherem entre o mercado iraniano e o acesso preferencial à maior economia do mundo.

A medida anunciada por Donald Trump gera uma onda de incertezas nos mercados globais, especialmente para nações da Europa e da Ásia que mantêm relações comerciais com o Irã.

A decisão pode afetar o Brasil, já que o Irã faz parte do BRICS, e em 2024 comprou mais de 3 bilhões de dólares em produtos e insumos brasileiros.

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