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Aviões entram em rota de colisão em SP e evitam tragédia após alerta

Aproximação fora do padrão levou à manobra urgente após alerta de colisão em aeroporto de Congonhas

Da redação
DA REDAÇÃO

30/04/2026 • 17:36 • Atualizado em 30/04/2026 • 17:36

Aeroporto de Congonhas

Aeroporto de Congonhas

Rovena Rosa/Agência Brasil

Dois aviões entraram em uma rota de colisão e o sistema de alerta evitou um acidente entre as aeronaves no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (30).

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O caso envolveu uma aeronave da Gol e um avião da Azul durante operações de pouso e decolagem. Segundo dados da plataforma de rastreio de voos FlightRadar24, no momento em que as aeronaves dos modelos Boeing 737-800 e Embraer E195-E2 passavam pela região das Ruas Antônio Maid e Vieira Portuense, próximas à cabeceira da pista 35L, ocorreu uma separação de menos de 30 metros entre elas.

Áudios da torre de controle registraram que a situação foi rapidamente identificada. Os controladores orientaram que uma das aeronaves permanecesse na pista e abortasse a decolagem, enquanto o outro avião iniciava arremetida com curva à direita. Apesar da orientação, a aeronave que estava em solo decolou.

O voo da GOL realizou nova aproximação e pousou normalmente em Congonhas. Já a aeronave da Azul seguiu para Confins, em Minas Gerais, onde pousou em segurança.

Após a manobra, o piloto da GOL informou à torre que houve um alerta de TCAS (Traffic Alert and Collision Avoidance System), um sistema anticolisão do avião que indica proximidade entre aeronaves.

Na sequência, o controlador explic).ou que a aeronave anterior demorou a decolar, o que exigiu ajustes imediatos na operação:

“Infelizmente, a aeronave que o precedeu demorou muito a decolar e saiu da escuta antes de ter decolado. Então, tive que iniciar sua aproximação perdida e mandar manobra para chamar o controle”, disse.

Segundo o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil, é vedado "operar uma aeronave tão perto de outra que possa criar risco de colisão". As regras e os critérios de separação entre aeronaves e os procedimentos de comunicação e de navegação aérea são definidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Em nota, a GOL informou que o voo G3 1629 operou dentro dos padrões e que está colaborando com a apuração conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). A companhia reforçou que a segurança é sua prioridade.

Procurada, a Azul informou que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais previstos para a decolagem do aeroporto e reforçou que as suas operações são conduzidas de acordo com protocolos e regulamentações vigentes. A Azul diz que está à disposição para colaborar com o CENIPA e que a segurança é seu valor primordial. Já a Força Aérea Brasileira ainda não se manifestou.