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Almirante Garnier diz ter passado mal com 8 de janeiro: 'Nação brasileira não precisava disso'

Ex-comandante da Marinha depõe nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal em julgamento de tentativa de golpe de Estado

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2025 • 10:02 • Atualizado em 10/06/2025 • 10:02

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha

Reprodução

O ex-comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier, afirmou que não tinha indícios que os atos de oito de janeiro iriam acontecer. O militar da reserva depõe como réu nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal no inquérito da tentativa de golpe de Estado.

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Garnier afirmou que até a transferência de comando em 31 de dezembro de 2022, feito a pedido dele por questões emocionais, não havia indícios de que algo aconteceria. "Pelo menos pelo o que eu sabia, nenhuma indicação de que haveria alguma organização, orquestração, movimentação como aquela que ocorreu em oito de janeiro. A tal ponto que no dia estava assistindo à televisão e fiquei chocado com aquilo", conta.

Ele afirma que chegou a passar mal vendo as imagens. "Eu tive até consequências físicas, (vomitei) depois, porque foi triste, a nação brasileira não precisava disso", afirmou.

Garnier explicou que exoneração do cargo de comandante da Marinha ocorreu a pedido dele. "Sendo franco, eu estava emocionalmente sobrecarregado, poderia continuar no cargo porque na guerra vai ser pior e eu fui designado para isso, mas estava sobrecarregado e quando passei o comando, me desliguei completamente", disse.

Durante o depoimento, o militar da reserva confirmou a reunião da trama golpista, mas que não houve deliberações. "O presidente (Jair Bolsonaro) não abriu a palavra para nós, ele só expressou preocupações e análises de possibilidades do que propriamente uma ideia ou uma intenção de conduzir alguma coisa em uma certa direção", afirmou.

Confira a ordem dos depoimentos desta terça-feira (10):

  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, candidato à vice-presidência da República em 2022.