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Anderson Torres afirma que não encontrou indícios de fraudes sobre urnas eletrônicas

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF depõe ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (10)

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2025 • 10:53 • Atualizado em 10/06/2025 • 10:53

Anderson Torres, réu pelos atos golpistas

Anderson Torres, réu pelos atos golpistas

Reprodução/STF

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, afirmou que não encontrou indícios de fraudes sobre as urnas eletrônicas nas eleições de 2022. Torres é réu por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e depõe no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (10).

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"Tecnicamente falando não temos nada que aponte fraude nas urnas eleitorais, nunca chegou essa notícia até mim e eu passava isso quando era questionado pelo presidente (Jair Bolsonaro)", afirmou.

Durante o depoimento, Torres comentou sobre a reunião em que ofendeu ministros do STF e que todos iriam "se f*der" caso o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva vencesse o pleito. "Talvez eu não estivesse muito bem e me excedi nas palavras. Eu queria dizer que caso perdêssemos as eleições, tudo o que foi construído no governo Bolsonaro, tudo seria perdido, era essa minha visão", disse.

Sobre a relação entre o governo e o STF, Torres afirmou que se esforçou na comunicação entre os poderes. "Era um momento muito acirrado entre Executivo e Judiciário, fui um dos que mais me esforcei para que a relação não se esbagaçasse, mas sentia uma pressão grande em relação ao que fazer, àquele momento, havia todos os dias uma série de proibições", pontuou.

Confira a ordem dos depoimentos:

  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, candidato à vice-presidência da República em 2022.

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