
Insônia deixa milhões de brasileiros com dificuldades para dormir
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Entre 3h e 4h da manhã, quando a maioria das casas está em silêncio, cresce também o número de brasileiros que recorrem ao Google para pesquisar termos como “apneia” e “ronco”. Dados da Sala Digital mostram que o interesse pelo tema nesse horário pode ser até três vezes maior do que no período da tarde — um movimento que coincide com o momento em que muitas pessoas despertam subitamente com falta de ar ou são alertadas por pausas na respiração durante o sono.
O comportamento de busca ajuda a dimensionar um problema que afeta milhões de pessoas no país: a apneia do sono, distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração enquanto a pessoa dorme, frequentemente associadas ao ronco intenso e a despertares abruptos.
Abaixo, respondemos às três perguntas que os brasileiros mais fazem ao Google sobre o tema.
O que é apneia do sono?
A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) não é apenas um ronco alto; é uma condição clínica séria onde a garganta sofre obstruções repetitivas durante o repouso. Na prática, os músculos relaxam excessivamente, a língua cai e a mandíbula se desloca para trás, bloqueando a passagem do ar.
Para o corpo não sufocar, o cérebro provoca pequenos "microdespertares" para que a musculatura recupere o tônus e abra a via aérea. Esse ciclo pode se repetir centenas de vezes em uma única noite, impedindo que o sono profundo e reparador aconteça.
Apneia do sono pode matar?
Sim. A ciência é categórica ao dizer que a apneia moderada a grave é um preditor independente de mortalidade. Quando você para de respirar, a oxigenação do sangue despenca e o coração entra em um estado de estresse extremo, como se você estivesse correndo uma maratona enquanto deveria estar descansando.
Dados de meta-análise indicam que pacientes com apneia não tratada têm um risco 78% maior de mortalidade geral e mais que o dobro de risco de morte por causas cardiovasculares, como infarto e AVC. Além disso, a sonolência excessiva causada pelas noites mal dormidas eleva drasticamente o risco de acidentes de trânsito e de trabalho.
Apneia do sono tem cura?
A resposta curta é: raramente tem uma "cura" definitiva, mas é altamente controlável. A cura completa geralmente só ocorre em casos específicos, como em crianças que operam amígdalas e adenoides ou em adultos que passam por um emagrecimento considerável.
Para a maioria dos pacientes, o tratamento é focado no controle contínuo:
- CPAP: é o padrão-ouro. O aparelho gera um fluxo de ar que impede o fechamento da garganta.
- Aparelhos Intraorais: dispositivos que posicionam a mandíbula para frente, úteis em casos leves a moderados. Dados da Sala Digital mostram que "aparelho" é o termo número 1 procurado por quem busca soluções contra o ronco.
- Mudanças de hábito: dormir de lado, evitar álcool antes de deitar e praticar exercícios para fortalecer a musculatura da garganta são medidas fundamentais.
Se você se identifica com os sintomas ou acorda cansado e mal-humorado com frequência, procure um médico especialista em sono. O diagnóstico é feito via polissonografia, o "teste do sono" que monitora sua atividade cerebral e respiratória durante a noite. Não espere a crise das 3h da manhã para cuidar da sua saúde.
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