
EUA x Irã
Irna/Divulgação
Com o fim das tréguas e a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, a administração Donald Trump solicitou nesta terça-feira (21), ao Congresso norte-americano US$ 70 bilhões para gastos militares de emergência. Até o momento, os custos do conflito com o país persa já chegam a US$ 37,5 bilhões.
O valor, estimado pelo Departamento de Defesa dos EUA, foi revelado nesta terça-feira pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma audiência no Comitê de Orçamento do Senado, segundo o jornal The New York Times.
O novo balanço representa um aumento de US$ 12,5 bilhões em relação à estimativa anterior, de US$ 25 bilhões, divulgada no final de abril, antes de um breve cessar-fogo negociado por Trump. O fim das tréguas, no último dia 8, também resultou na morte de soldados americanos na Jordânia e de dezenas de iranianos em contra-ataques.
Segundo o jornal The New York Times, o Pentágono pretende usar US$ 46 bilhões deste montante para expandir linhas de produção e acelerar a entrega de armamento crítico. O foco são as bombas de precisão, os mísseis hipersônicos e sistemas antidrone.
Hegseth justificou o pedido como uma resposta às "novas realidades do mundo", enfatizando que a guerra está mudando rapidamente devido ao uso massivo de drones econômicos. O secretário atribuiu a necessidade deste financiamento suplementar ao que descreveu como "negligência e descaso" da anterior administração de John Biden.
Ceticismo no Senado
Apesar dos argumentos do Pentágono, o pedido enfrenta resistência no Capitólio. Senadores democratas e alguns republicanos questionam a natureza "emergencial" destes fundos, que se somariam ao orçamento regular de defesa de US$ 1,5 trilhões.
A senadora Patty Murray, a principal democrata na Comissão de Orçamento, criticou a proposta, sugerindo que a administração tenta contornar o processo orçamentário normal. Citada pelo New York Times, Murray disse que o problema é o "planejamento inadequado" e não a falta de recursos, declarando que o pedido "não faz muito sentido".
Normalmente, os esforços de modernização das forças armadas devem ser integrados ao orçamento regular, mas a administração atual defende que a urgência do conflito com o Irã exige uma ação imediata e extraordinária através de solicitações suplementares.
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