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Ataques russos com mísseis e drones deixam mortos e feridos na Ucrânia

Ucrânia tem enfrentado escassez de munições para os seus sistemas de defesa aérea

Da redação
DA REDAÇÃO

11/07/2026 • 08:41 • Atualizado em 11/07/2026 • 17:06

Bombeiros trabalham para conter incêndio após ataque russo em Kiev

Bombeiros trabalham para conter incêndio após ataque russo em Kiev

REUTERS/Gleb Garanich

A capital ucraniana e outras cidades importantes do país foram alvo de novos e intensos bombardeios russos na madrugada deste sábado (11). Até o momento, foram confirmados dois mortos e pelo menos 19 feridos em todo o país, num momento em que a Ucrânia enfrenta escassez de munições para os seus sistemas de defesa aérea.

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Em Kiev, pelo menos cinco explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia. Segundo as autoridades locais, o ataque na capital feriu 11 pessoas e atingiu infraestruturas civis, em alguns casos antes mesmo de os alertas de ataque aéreo terem sido acionados, segundo a NBC News.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, informou que, embora a defesa tenha conseguido intercetar a maioria dos alvos, os mísseis balísticos --mais rápidos e difíceis de deter-- conseguiram ultrapassar o escudo defensivo. Para além da capital, a violência estendeu-se a outras frentes:

  • Odessa: Um ataque com mísseis no porto da cidade causou dois mortos e um ferido;
  • Kharkiv: Um drone atingiu uma empresa civil, resultando em sete feridos.

Ao todo, as forças russas lançaram seis mísseis balísticos, seis mísseis de cruzeiro e 121 drones contra o território ucraniano. Os ataques ocorrem num contexto de vulnerabilidade para a Ucrânia, que está com níveis "criticamente baixos" de munições para os sistemas Patriot.

Durante esta semana, Zelenskyy reforçou o apelo aos aliados para a entrega urgente de pacotes de apoio. No plano político, foi mencionado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que a Ucrânia poderá receber uma licença para produzir os seus próprios mísseis interceptores Patriot.

Retaliação e custo humano

A ofensiva russa surge como uma resposta a operações ucranianas recentes que atingiram infraestruturas petrolíferas russas e o porto de Taganrog. No Mar de Azov, as forças de drones da Ucrânia teriam atingido 21 embarcações de combustível e outros sete navios de carga, num esforço para paralisar a logística militar de Moscovo.

O custo humano deste conflito, iniciado em 2022, continua a subir de forma alarmante. Um estudo recente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estima que mais de dois milhões de soldados, de ambos os lados, já foram mortos ou feridos.

A Rússia sofreu as perdas mais pesadas, com cerca de 1,4 milhões de baixas (incluindo 450 mil mortos), enquanto as forças ucranianas registam entre 525 mil e 625 mil baixas totais. Só este mês, os ataques na região de Kiev já vitimaram mais de 60 pessoas.

Com Estadão Conteúdo