
Cole Thomas Allen em audiência; ele concordou em continuar preso
REUTERS - 30.abr.26/Emily Goff
Cole Thomas Allen, de 31 anos, acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último sábado (25), passou por uma nova audiência em Washington e decidiu não contestar sua prisão temporária.
“O réu concordou em ser detido. Ele está cedendo à sua moção”, disse a juíza Moxila Upadhyaya nesta quinta-feira (30). “É algo verdadeiramente sem precedentes”, completou ela. A posição da defesa de Allen mudou em relação à audiência anterior, quando contestou a detenção.
Na ocasião, a defesa chegou a afirmar que “as provas apresentadas pelo governo sobre o crime imputado –a tentativa de assassinato do presidente– baseiam-se, portanto, inteiramente em especulação”.

Cole Thomas Allen fez selfie armado antes de ataque contra Trump
Nesta quinta (30), no entanto, os advogados contestaram apenas o regime de prisão a que Allen está submetido. Segundo eles, não há razão para mantê-lo em confinamento solitário 24 horas por dia, 7 dias por semana, disse a advogada Tezira Abe.
Os promotores do caso apresentaram um memorando de detenção afirmando que "não há nenhuma combinação de condições que garanta razoavelmente a segurança da comunidade" caso Allen seja libertado.
“A tentativa de homicídio é sempre um crime grave, mas quando a vítima pretendida é o presidente dos EUA, bem como outros membros de alto escalão do governo americano, as potenciais consequências são de grande alcance”, afirmou a acusação.
Segundo a imprensa americana, a audiência de Allen começou por volta das 11h (13h em Brasília). O acusado participou usando o tradicional macacão laranja da prisão e falou pouco. Uma nova audiência está programada para 11 de maio.
Tentativa de assassinar Trump
Cole Thomas Allen foi acusado de cometer três crimes durante o jantar de Donald Trump com jornalistas correspondentes que cobrem o dia a dia da Casa Branca. O evento acontecia em um hotel em Washington e foi suspenso após tiros acontecerem do lado de fora.
Allen, um professor e desenvolvidos de jogos da Califórnia, foi formalmente acusado de tentativa de assassinato do presidente, transporte interestadual de armas e disparo de arma de fogo durante um crime violento.
Seguranças atiraram contra o atirador, mas ele não foi ferido. Um agente, por outro lado, foi ferido, mas passa bem. As motivações do atentado ainda são desconhecidas, mas ele chegou a deixar uma espécie de manifesto com familiares, onde se intitulava “assassino federal amigável”.
Trump elogiou abertamente a atuação do Serviço Secreto e das forças policiais de Washington, classificando a intervenção como um "trabalho fantástico". Segundo o presidente, os agentes agiram com rapidez e bravura para conter a ameaça e deter o atirador.
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