
Acidente provocou a interrupção temporária das operações
BandNews FM/Reprodução
Um avião da Latam colidiu com um pássaro durante o pouso no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e provocou a interrupção temporária das operações no início da tarde desta quinta-feira (25). A aeronave pousou em segurança e a pista foi liberada cerca de 20 minutos depois, após inspeção e limpeza.
A companhia aérea informou que a ocorrência envolveu o voo LA3923, que fazia a rota entre o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas. Segundo a Latam, a colisão com a ave ocorreu durante a aterrissagem. Apesar do incidente, o pouso e o desembarque dos passageiros aconteceram normalmente e dentro do horário previsto.
Entre 12h40 e 13h00, pousos e decolagens ficaram suspensos para que equipes do aeroporto realizassem uma vistoria preventiva e a limpeza da pista. Às 13h05, minutos após a liberação das operações, uma aeronave decolou para a capital federal.
Em nota, a Aena, concessionária que administra o aeroporto, informou que as equipes seguiram os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência. Após a inspeção preventiva da pista, pousos e decolagens foram retomados normalmente. Segundo a administradora, não houve impactos operacionais.
A Latam informou ainda que a aeronave não sofreu danos e retornou à operação após passar por inspeção da equipe de manutenção. A companhia reiterou que adota todas as medidas técnicas e operacionais para garantir a segurança de seus voos.
O que é ‘bird strike’
Na aviação, o termo “bird strike” é usado para definir colisões entre aves e aeronaves. Esse tipo de ocorrência pode acontecer durante pousos, decolagens ou até em voo, mas é mais comum nas proximidades dos aeroportos, onde há maior concentração de pássaros.
Dependendo do tamanho da ave, do número de animais envolvidos e da parte atingida da aeronave, os danos podem variar de pequenas avarias até situações mais graves. Em alguns casos, aves podem ser sugadas pelos motores, provocando falhas, danos estruturais e a necessidade de pousos de emergência.
Além do risco à segurança operacional, colisões com aves também podem gerar prejuízos milionários para companhias aéreas e operadores, devido a manutenção não programada, interrupções de voos e indisponibilidade das aeronaves.

Colisão com pássaro atrapalha funcionamento em Congonhas (foto : BandNews FM/Reprodução)
FAB monitora casos
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o chamado "risco de fauna" é caracterizado pela utilização do mesmo espaço (aéreo ou terrestre) por aeronaves e animais, principalmente por aves, situação pode resultar em danos às aeronaves e comprometer a segurança das operações.
Segundo a FAB, cada aeroporto tem características próprias, como volume de tráfego, localização e presença de áreas que atraem animais, fatores que influenciam diretamente o risco de colisões com aves. Por isso, cada terminal adota medidas específicas de gerenciamento para reduzir esse tipo de ocorrência.
A Força Aérea destaca que o aumento do tráfego aéreo e o desenvolvimento de motores mais silenciosos podem elevar a probabilidade de colisões com aves, o que torna o monitoramento constante e o registro dessas ocorrências fundamental para adaptar e aplicar medidas de prevenção e segurança operacional.

