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Bessent diz que EUA continuarão com ações defensivas contra o Irã em Ormuz

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos enfatizou que qualquer entendimento com Teerã está estritamente atrelado à liberação dessa via marítima

Da redação
DA REDAÇÃO

28/05/2026 • 17:07 • Atualizado em 28/05/2026 • 17:07

Scott Bessent, secretário do tesouro dos EUA

Scott Bessent, secretário do tesouro dos EUA

Magnus Lejhall/TT News Agency/via REUTERS

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou nesta quinta-feira (28) que o governo americano manterá operações defensivas contra o Irã no Estreito de Ormuz. Ele enfatizou que qualquer entendimento com Teerã está estritamente atrelado à liberação dessa via marítima e à interrupção definitiva do programa nuclear iraniano.

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Durante a coletiva na Casa Branca, Bessent criticou a postura do governo iraniano nos diálogos bilaterais, alertando que, embora os EUA estejam sendo pacientes, essa paciência não é infinita.

De acordo com o secretário, o presidente Donald Trump está inflexível e não aceitará um acordo desvantajoso. O controle do urânio e a livre circulação no Estreito de Ormuz foram apontados como os pilares centrais de qualquer entendimento.

Bessent garantiu que as equipes diplomáticas continuam conversando, mas reforçou que não haverá nenhum progresso prático ou propostas concretas na mesa enquanto a rota marítima não for efetivamente reaberta.

O cenário das negociações também enfrenta entraves logísticos e geopolíticos. Por um lado, o secretário trouxe a garantia do embaixador de Omã de que não há planos para a cobrança de pedágios na rota marítima.

Por outro, ele revelou que um dos grandes desafios atuais tem sido a dificuldade de comunicação com as lideranças iranianas, cuja estrutura de comando foi desarticulada após a morte de vários de seus membros em bombardeios recentes realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

Apesar das tensões, a perspectiva apresentada para o mercado de combustíveis é otimista. Bessent projeta que os preços do petróleo devem recuar para patamares inferiores aos registrados antes do início dos conflitos no Oriente Médio, acompanhando a normalização do fluxo de navios em Ormuz.

Ele destacou que a cotação da commodity já acumulou uma queda de aproximadamente 10% em maio devido ao aumento do tráfego na região, um movimento que deve aliviar em breve o preço da gasolina para os consumidores americanos.

*Com informações do Estadão Conteúdo.