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Bolsonaro reclama, e Moraes questiona PF sobre ruídos de ar-condicionado

Na semana passada, a defesa do ex-presidente se manifestou no sentido de que ‘o ambiente atualmente disponibilizado não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde’

AFONSO MARANGONI

05/01/2026 • 11:42 • Atualizado em 05/01/2026 • 11:42

Bastidores de Brasília
Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF

Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou, nesta segunda-feira (5), a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sobre reclamações do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação a ruídos de ar-condicionado na sala onde ele está preso.

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Na semana passada, a defesa do ex-presidente se manifestou no sentido de que “embora recolhido em Sala de Estado-Maior — direito este já observado por determinação deste Supremo Tribunal Federal —, o ambiente atualmente disponibilizado não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde", em razão da proximidade com o equipamento de ar-condicionado central.

Os advogados pedem que sejam "oficiadas as autoridades responsáveis pela custódia para que adotem, com brevidade, as providências técnicas necessárias à correção do problema descrito — seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente —, garantindo-se ao custodiado condições adequadas de repouso e permanência no local".

Alexandre de Moraes deu cinco dias para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília fornecer informações sobre a alegação da defesa de Bolsonaro.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos de prisão, em regime inicial fechado, após ser condenado na ação penal da tentativa de golpe.

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