Audiência de mulher que fingia ser criança acontece nesta quarta-feira (19)
Amanda será julgada por falsidade ideológica e estelionato

A audiência de Amanda Maria Souza Oliveira, de 38 anos, que foi presa após se passar por uma menina de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família, em Joinville, no norte de Santa Catarina, acontece nesta quarta-feira (19), ás 18h.
Continua depois da publicidade
Amanda virou ré por falsidade ideológica e estelionato. As partes envolvidas no processo serão ouvidas nesta audiência e a partir disso, a Justiça dará uma sentença para o caso.
A mulher passou por testes de sanidade mental. As avalições realizadas com sua defesa identificaram três doenças, já o da Justiça, apontou somente uma.
Relembre o caso
A mulher, que já tinha passagens por outros golpes, foi presa em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Ela chegou a ganhar uma festa de aniversário quando supostamente teria completado 12 anos.
Continua depois da publicidade
A prisão foi efetuada na residência das vítimas, localizada no distrito de Pirabeiraba, onde a investigada já morava como se fosse membro da família, sendo tratada como “filha”. Para sustentar o disfarce ao longo desse período e ganhar a confiança da família, a mulher alegava falsamente ser portadora de autismo e de outras condições clínicas.
Ela justificava sua aparência física adulta argumentando que seus traços eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido obrigada pelo pai a se prostituir. Os hormônios seriam para que ela tivesse aparência mais adulta e não despertasse suspeita de prostituição infantil.
Além disso, a suspeita mantinha comportamentos infantilizados, utilizando de forma rotineira chupetas, mamadeiras e brinquedos infantis. À família, ela disse que era natural do Pará e tinha fugido de casa após sofrer maus tratos. Com pena, os familiares providenciaram um quarto decorado com temas infantis. Ela chegou a receber, a seu pedido, doses de um medicamento caro para emagrecer.
Continua depois da publicidade
Histórico criminal
Ainda segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, as diligências apontaram que a mulher presa é reincidente --acumula antecedentes penais por golpes idênticos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Em Joinville, ela foi acolhida por uma comunidade religiosa, após alegar que sofria abusos do pai. Sem documentos, ela recebeu ajuda financeira e foi adotada pela família que frequentava a igreja. Quando os familiares propuseram que fosse matriculada em uma escola, ela alegou que isso poderia facilitar que o pai abusador a localizasse.
