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Brasil

Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel

Com a nova decisão judicial, a oitiva foi reagendada para o dia 8 de setembro. Geraldo Neto é réu pelo feminicídio de sua companheira, a policial Gisele Alves Santana

2 min

28/08/2026 11:18 • Atualizado há 58 dias

Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel

A Justiça de São Paulo adiou pela segunda vez o interrogatório de Geraldo Neto, tenente-coronel da reserva da Polícia Militar. Ele é réu pelo feminicídio de sua companheira, a policial militar Gisele Alves Santana.

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O depoimento do acusado estava agendado para às 10h no Fórum da Barra do Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Com a nova decisão judicial, a oitiva foi reagendada para o dia 8 de setembro.

Gisele era casada com o tenente-coronel e foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, na capital paulista. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.

O crime

Na manhã da ocorrência, o tenente-coronel fez contato com o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que chegou a subir ao apartamento do casal.

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No mesmo dia, no final da tarde, três mulheres policiais foram ao apartamento para fazer uma limpeza, o que foi confirmado em depoimentos à Polícia Civil.

Em 19 de fevereiro, o primeiro laudo necroscópico já mencionava lesões na face e no pescoço, na lateral direita da soldado. As lesões foram resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

No dia 6 de março, o corpo da policial foi exumado para realização de novos exames. No dia seguinte, um segundo laudo necroscópico confirmou lesões contundentes na face e na região cervical.

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Um mandado de prisão preventiva contra Geraldo foi concedido pela Justiça Militar. A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual.

Em 18 de março, Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele foi levado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital paulista, onde o caso estava sendo investigado. De lá, ele deve seguir para o Presídio Militar Romão Gomes, onde ficará à disposição da Justiça.

PM aposenta tenente-coronel

Em junho, a Polícia Militar de São Paulo publicou um despacho que oficializou a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Na estrutura militar, a medida equivale à aposentadoria. Ele está preso preventivamente desde o dia 18 de março.

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*Com Agência Brasil.

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