Bora Brasil

Escritora Ana Maria Gonçalves toma posse como imortal da ABL nesta sexta (7)

Autora, de 55 anos, consagrada pela obra Um Defeito de Cor, é a primeira mulher negra a integrar a ABL em 128 anos e também a mais jovem do atual quadro de imortais

Da redação
DA REDAÇÃO

07/11/2025 • 10:15 • Atualizado em 07/11/2025 • 10:15

Escritora Ana Maria Gonçalves

Escritora Ana Maria Gonçalves

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A escritora Ana Maria Gonçalves toma posse na cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta sexta-feira (7), às 20h. A autora, de 55 anos, consagrada pela obra Um Defeito de Cor, é a primeira mulher negra a integrar a ABL em 128 anos de existência e também a mais jovem do atual quadro de imortais.

Compartilhar

Ana Maria Gonçalves será recebida pela acadêmica Lilia Schwarcz; receberá o colar de Ana Maria Machado e o diploma de Gilberto Gil.

A comissão de entrada será formada pelas acadêmicas Rosiska Darcy de Oliveira, Fernanda Montenegro e Miriam Leitão; a comissão de saída pelos acadêmicos Domício Proença Filho, Geraldo Carneiro e Eduardo Giannetti.

Quem é Ana Maria Gonçalves

Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá, em Minas Gerais, em 1970. É sócia-fundadora da Terreiro Produções. Deixou a publicidade, onde trabalhou durante 15 anos, para escrever “Ao lado e à margem do que sentes por mim” e Um defeito de cor”, ganhador do prêmio Casa de Las Americas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil.

Já publicou contos em Portugal, Itália e nos Estados Unidos, onde morou por oito anos e ministrou cursos e palestras sobre questões raciais.

Foi escritora residente nas Universidades de Tulane (New Orleans), Stanford (California), e Middlebur (Vermont).

É roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Começou a escrever contos e poemas desde a adolescência, sem chegar a publicar. A paixão pela leitura nasceu durante a infância, e desde criança lia jornais, revistas e livros.

“Um defeito de cor”, de 952 páginas, foi publicado em 2006 e levou cinco anos para ser concluído (dois anos de pesquisa, um de escrita e dois de reescrita). Ele narra a trajetória de Kehinde, uma mulher negra sequestrada no Reino do Daomé e escravizada na Bahia, inspirada na história de Luiza Mahin, mãe do advogado abolicionista Luis Gama. O livro foi enredo da Escola de Samba Portela em 2024.