
Protestos em Israel para libertação de reféns
REUTERS/Shir Torem
Nesta segunda-feira (13), o grupo terrorista Hamas realizou a libertação dos últimos 20 reféns israelenses vivos. A brasileira Aline Szewkies, que mora em Israel há mais de 17 anos, trouxe a perspectiva da população local sobre o ocorrido.
Para ela, a notícia de que a libertação aconteceria foi tida como uma vitória da população, que passou os últimos dois anos apreensiva e a percepção é de que a data é um dia histórico.
“Por dois anos a população de Israel lutou para exigir que essas pessoas fossem libertadas e agora finalmente tivemos os últimos 20 libertos. Ainda tem famílias sofrendo e 28 corpos que Hamas não vai liberar, mas ainda assim, hoje é um dia de alegria e esperança para nós”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o articulador do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, auxiliou nas tratativas.
“Os aplausos hoje não são para Benjamin Netanyahu, mas sim pelo acordo. Toda a população de Israel sabe que quem fez o acordo sair foi o Donald Trump. Na praça dos sequestrados havia vários cartazes para Trump e temos que agradecer a ele", avaliou.
Para a brasileira, a população local tem críticas ao primeiro-ministro e vê o presidente dos EUA como o responsável pelo fim da guerra e não descarta a possibilidade de novas eleições a curto prazo.
“Queremos resolver o cessar-fogo para aí sim pensar em política interna. Não dava para pensar em eleições durante o período de guerra, mas agora que está terminando, é possível pensar em adiantar as eleições”, explicou.
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