Um soldado do Exército Brasileiro morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na noite desta quarta-feira (8), no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O incidente ocorreu dentro de um condomínio militar, na Rua Atílio Soares, durante o serviço de guarda.
O soldado, identificado como Antonio Henrique dos Santos Souza, foi baleado na região do peitoral. Segundo informações do Comando Militar do Sudeste (CMSE), o disparo partiu de outro militar que estava no local. O autor do tiro foi preso em flagrante delito e permanece detido no 8º Batalhão de Polícia do Exército (8º BPE).
Socorro e constatação do óbito
Logo após o ocorrido, o militar ferido recebeu os primeiros socorros de outros militares que estavam de serviço no quartel. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada para dar continuidade ao atendimento de emergência.
Apesar das tentativas de reanimação e do socorro imediato, o óbito de Antonio Henrique foi constatado por volta das 20h. O Exército não confirmou se o disparo foi acidental ou intencional, mas ressaltou que todas as medidas administrativas e investigativas já foram iniciadas.
Investigação e apoio à família
Em nota oficial, o CMSE informou que está tomando as providências necessárias para a elucidação dos fatos. Um Inquérito Policial Militar (IPM) deve ser instaurado para apurar as circunstâncias exatas que levaram à morte do jovem soldado dentro da organização militar.
A instituição também manifestou pesar pela perda do integrante e afirmou que está prestando assistência aos familiares da vítima. "O CMSE presta as mais sinceras condolências, lamentando profundamente o ocorrido e informa que está fornecendo todo o apoio à família neste momento de luto", diz o comunicado.
Contexto da segurança em áreas militares
O caso gerou repercussão por ter ocorrido em uma das áreas militares mais movimentadas da capital paulista, próxima ao Parque do Ibirapuera. O serviço de guarda é uma atividade de rotina que exige o manuseio constante de armamento carregado, seguindo protocolos rígidos de segurança.
A investigação agora foca em entender se houve falha no cumprimento desses protocolos ou se o episódio envolveu algum tipo de conflito pessoal entre os militares. O autor do disparo deve responder perante a Justiça Militar, conforme as normas previstas no Código Penal Militar.
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