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Itamaraty quer evitar constrangimentos e “cascas de banana” em encontro de Lula com Trump

A preocupação da diplomacia brasileira é evitar situações constrangedoras e que podem expor Lula a escorregar em armadilhas nos discursos de Trump

Alex Gusmão
ALEX GUSMÃO

24/09/2025 • 09:01 • Atualizado em 24/09/2025 • 09:01

Lula na ONU

Lula na ONU

Ricardo Stuckert / PR

Em contato com a diplomacia norte-americana, o Itamaraty quer saber, detalhadamente, quais temas serão tratados no encontro entre o presidente Lula e Donald Trump que, segundo o presidente americano, será realizado na próxima semana.

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A preocupação da diplomacia brasileira é evitar situações constrangedoras e que podem expor Lula a escorregar em armadilhas nos discursos de Trump – o que aconteceu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, e com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

A imprevisibilidade de Trump preocupa as autoridades brasileiras, que acompanharam o discurso dele na Assembleia Geral da ONU, onde anunciou o encontro com Lula e chegou a dizer que os dois tiveram “química” e que isso é um bom sinal. As declarações aconteceram depois do republicano direcionar duras críticas ao governo brasileiro e anunciar o ‘tarifaço’ nos últimos meses.

Conversa deve ser por telefone

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem conversar por telefone na próxima semana. A possibilidade de um encontro entre dos dois domina os bastidores da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Ambos discursaram nesta terça-feira (23) no plenário da instituição, e a expectativa é de que aproveitem a passagem pelo mesmo palco internacional para uma conversa, ainda que breve, sobre os rumos da relação bilateral.

De acordo com fontes do Itamaraty, não há agenda oficial confirmada, mas diplomatas admitem que encontros reservados são comuns durante a cúpula, especialmente nos intervalos entre reuniões multilaterais. O simples gesto de aproximação entre Lula e Trump seria interpretado como sinal político de abertura ao diálogo, após meses de tensão provocados por divergências em temas econômicos, climáticos e de segurança internacional.