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Prefeito de Sorocaba é afastado do cargo em operação contra irregularidades em contratos

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rodrigo Manga confirmou o afastamento e declarou que não vai desistir de Sorocaba e nem do Brasil

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06/11/2025 11:05 • Atualizado há 352 dias

Prefeito de Sorocaba é afastado do cargo em operação contra irregularidades em contratos

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo durante a segunda fase da operação Copia e Cola, deflagrada nesta quinta-feira (6) pela Polícia Federal, que apura supostas práticas ilegais envolvendo contratos da área da Saúde do município.

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O afastamento, conforme a decisão, pode valer por até 180 dias. O vice-prefeito de Sorocaba, Fernando Neto (PSD), assume a prefeitura.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rodrigo Manga confirmou o afastamento e declarou que não vai desistir de Sorocaba e nem do Brasil.

"Pessoal, acreditem se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. Eu, aqui em Brasília, ontem fui em frente ao Palácio da Justiça, falei que tem que colocar o Exército na rua, rodei o Congresso, os deputados me receberam super bem, falando: 'Manga, cuidado, você está aparecendo muito, estão tentando, o que a gente houve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles e você tem sido uma ameaça, tanto na questão do Senado quanto em outros cargos’”, disse Manga.

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“Não deu outra. Hoje, um dia depois, de eu estar em frente ao Palácio da Justiça, onde foi falado do Exército lá, para pôr o Exército na rua, me afastaram. Mas eu quero dizer para vocês que não vou decidir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Isso que estão tentando fazer vai soprar o nosso nome ainda mais. Vou verificar tudo que aconteceu e informar para vocês", completou.

Operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a segunda fase da operação Copia e Cola, que apura supostas práticas ilegais envolvendo a contratação de uma organização social sem fins lucrativos pela prefeitura de Sorocaba/, no interior de São Paulo, por meio de contrato emergencial e termo de convênio destinados à gestão de unidades de saúde.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens de alguns dos investigados, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, além da aplicação de medidas cautelares como suspensão de função pública e proibição de contato com determinadas pessoas.

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“A análise do material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em 10 de abril de 2025, permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema, que são alvos das diligências realizadas nesta data”, informou a PF em nota.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.