Uma mulher, de 25 anos, identificada como Dahesly Oliveira Pires, suspeita de envolvimento na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi presa. A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite.
Segundo Derrite, a mulher, presa temporariamente, é suspeita de ser responsável por levar de Praia Grande, onde o crime aconteceu, para a região do ABC Paulista um dos fuzis utilizados no crime.
“Temos a primeira prisão relacionada ao assassinato do Dr Ruy. Trata-se de uma mulher de 25 anos, presa temporariamente, responsável por levar da Praia Grande para a região do ABC um dos fuzis usados no crime. A polícia segue trabalhando para prender todos os envolvidos”, escreveu Derrite na plataforma X, antigo Twitter.
Ela chegou a sede do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (17) e prestou depoimento durante toda a noite. No início da madrugada, foi levada para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de corpo de delito e, na sequência, foi encaminhada para o 6º Distrito Policial, no bairro do Cambuci.
Nesta quarta-feira, a polícia ouviu a mãe e o irmão de um dos suspeitos de envolvimento no crime. O delegado Rogério Tomaz, um dos responsáveis pela investigação, declarou que eles disseram que não sabem onde está o suspeito neste momento e nem se ele teria participado do crime.
Ainda conforme o delegado Rogério Tomaz, a polícia acredita que os dois suspeitos de envolvimento na execução de Ruy Ferraz Fontes, que já foram identificados, estejam na capital ou na Região Metropolitana de São Paulo.
O crime
Com 64 anos, Fontes foi baleado em uma emboscada, no momento em que saía da sede da prefeitura de Praia Grande, onde despachou normalmente antes do crime, no início da noite da última segunda-feira (15). Atualmente, ele era secretário de Administração Pública de Praia Grande.
Fontes saiu da prefeitura e foi seguido por bandidos em uma Hilux. Imagens de câmeras de segurança mostram que o secretário estava em alta velocidade, provavelmente fugindo dos bandidos, quando entrou em um cruzamento e foi atingido por um ônibus.
Com o impacto, o carro de Fontes capotou e ficou imprensado. Três bandidos desceram da picape com fuzis e atiram no ex-chefe da Polícia Civil de São Paulo, que reagiu.
Investigações
Uma força-tarefa da tropa de elite da Polícia Militar, a Rota, e o Batalhão de Choque, está em andamento para localizar e prender os criminosos.
"Com pesar, lamentamos profundamente o assassinato de um policial com muitos anos de trabalho dedicados à corporação, que ocupou inclusive seu posto mais elevado. Iremos dedicar toda energia à investigação do crime", disse uma nota divulgada por Tarcísio.
Atuação contra o PCC
O ex-delegado-geral ficou conhecido pela atuação dele contra o PCC. Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula da organização criminosa, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola", antes de os bandidos serem isolados na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.
Quatro anos depois, a Inteligência Policial conseguiu interceptar um plano do PCC para matar Fontes. Dois homens foram presos em frente ao 69º DP, na Zona Leste de São Paulo, com um fuzil. Eles estariam de tocaia para matar o delegado.
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