Resumo
Missão do Brasil em Genebra apresenta pedido de consultas à OMC contra tarifas dos EUA. O pedido foi protocolado na Missão dos EUA em resposta ao aumento tarifário imposto por Donald Trump.
Diálogo entre governos brasileiro e americano busca evitar ação oficial. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentará negociar uma extensão da lista de exceções às tarifas na próxima semana com o secretário de Tesouro dos EUA.
Possibilidade de ação na OMC se negociações falharem. O Brasil considera entrar com uma denúncia formal contra as "tarifas injustas" que prejudicam o comércio bilateral e global, processo que pode levar anos devido à paralisação do órgão de apelação da OMC.
A Missão do Brasil em Genebra, na Suíça, protocolou pedido de consultas junto à Missão dos EUA, na Organização Mundial do Comércio, a OMC, a respeito do tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump aos produtos brasileiros. A informação foi confirmada pelo repórter da Band Túlio Amâncio nesta quarta-feira (6).
O governo brasileiro ainda tenta o diálogo com o governo de Donald Trump para falar sobre as tarifas. Na manhã desta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deve se reunir com o secretário de Tesouro dos EUA, na próxima semana, para tentar incluir mais produtos brasileiros na lista de exceções.
Caso não haja espaço para negociações, o Brasil pode entrar com uma ação oficial na OMC para denunciar o que consideram ser “tarifas injustas” contra o país, que acabaria prejudicando o comércio bilateral, entre os dois países, e global.
Desfecho pode demorar anos
Na última segunda-feira, o conselho de ministros do Comércio Exterior dos EUA aprovou que o Brasil recorresse à OMC para abrir, formalmente, a denúncia contra o tarifaço, mas o desfecho do processo pode demorar anos, já que o órgão de apelação da OMC está paralisado depois de um boicote provocado pelo governo Trump.
Na ocasião, o presidente americano precisaria ter nomeado juízes para compor o comitê de apelações e não o fez. Sem os juízes, o órgão não consegue atender as demandas relacionadas ao comércio global.
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