Adolescente de 17 anos é encontrada em SP e denuncia estupro coletivo
Jovem estava desaparecida e relata ter sido dopada e abusada por grupo de homens na Zona Norte

Uma adolescente de 17 anos que estava desaparecida foi encontrada em uma área de mata perto de uma adega na Zona Norte de São Paulo. A jovem prestou depoimento na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e relatou ter sido dopada e abusada sexualmente por cerca de três a cinco homens.
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A vítima foi localizada sem suas roupas e vestindo apenas um agasalho masculino de grande porte que não lhe pertencia. Ela apresentava diversos hematomas pelo corpo, principalmente na região interna das coxas, e sentia fortes dores.
Socorro pelo celular e investigação
Segundo relato de Karine, irmã da jovem, a vítima conseguiu mandar uma mensagem de socorro no início da noite após recuperar a consciência no meio da mata. O celular da adolescente estava carregado e ao seu lado no momento em que acordou desnorteada.
Após caminhar em busca de ajuda, a garota alcançou uma rua na manhã seguinte e foi acolhida por moradores, que acionaram a Polícia Militar. A médica que realizou os primeiros atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) confirmou que há indícios claros de violência sexual, e a jovem passará por exames sexológicos complementares.
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A polícia analisa imagens de câmeras de segurança da região onde a adolescente foi vista pela última vez. As gravações mostram um motociclista e um carro preto rondando o local, e as autoridades realizam buscas para identificar e prender todos os suspeitos envolvidos no crime.
Campanha A Band Não Se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
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