Brasil Urgente

Advogado carioca morto em SP: suspeito é identificado por câmeras

Advogado de defesa da família de Pedro Ely Cordeiro dos Santos revela que suspeito acompanhou socorro do SAMU na calçada; polícia tenta rastrear quem desbloqueou celular da vítima após a morte

LUCAS MARTINS

17/07/2026 • 17:58 • Atualizado em 17/07/2026 • 18:03

Suspeito de envolvimento com morte de advogado morto em SP é identificado

Suspeito de envolvimento com morte de advogado morto em SP é identificado

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A defesa da família do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, afirmou nesta sexta-feira (17) ao Brasil Urgente que o homem de boné branco que aparece nas imagens da tabacaria foi formalmente identificado e intimado pela Polícia Civil de São Paulo.

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O advogado Marcelo Martins afirmou que a identificação foi possível graças ao cruzamento de imagens do circuito de segurança do estabelecimento com o sistema Smart Sampa, a rede de monitoramento por câmeras da prefeitura paulistana.

Conforme informou a defesa, além do flagrante na tabacaria, testemunhas enviaram vídeos gravados por celular que comprovam que o suspeito permaneceu no local da morte, observando friamente o trabalho dos socorristas do SAMU enquanto o advogado agonizava na calçada.

Principal suspeita é o golpe "boa noite, Cinderela"

A principal linha de investigação conduzida em conjunto pelo 14º DP (Pinheiros) e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é o crime de latrocínio por meio do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela". A suspeita é de que o agressor tenha colocado uma dose excessiva de substância sedativa na bebida de Pedro para roubar seus pertences e dados bancários.

A defesa acredita que a substância tenha sido misturada no próprio momento em que estiveram na adega ou pouco antes. A confirmação oficial depende do resultado do laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML). O amigo de Pedro, que esteve com ele no início da noite e reside no bairro de Moema, foi ouvido presencialmente nesta sexta-feira (17) e teve a sua participação completamente descartada pelas autoridades, sendo considerado peça fundamental para esclarecer o início do itinerário.

Rastreamento revela trajeto final e acesso ao WhatsApp

O mapeamento do percurso feito pelo advogado na madrugada do crime aponta que ele realizou um trajeto mais extenso do que se supunha originalmente. Após deixar o amigo em Moema, por volta de 1h da manhã, Pedro utilizou um carro de transporte para ir até a Vila Olímpia, onde passou rapidamente no apart-hotel em que estava hospedado. Na sequência, ele decidiu retornar à Vila Madalena, local onde encontrou o suspeito casualmente.

Outro detalhe intrigante que reforça o envolvimento do homem de boné branco com o roubo dos bens é o uso do telefone celular da vítima. O aparelho desapareceu logo após o crime, juntamente com a carteira de Pedro. Contudo, registros virtuais apontam que o aplicativo WhatsApp do advogado foi acessado e mensagens foram visualizadas por volta das 5h da manhã — horário em que Pedro já havia falecido na calçada. Como o aplicativo exige o desbloqueio do aparelho para computar a leitura, os investigadores buscam descobrir como os criminosos obtiveram o acesso ao sistema operacional.

Entenda o caso

O advogado do Rio de Janeiro, Pedro Ely Cordeiro dos Santos, viajou a São Paulo para assistir a uma partida de futebol da Copa do Mundo e aproveitar o feriado prolongado na capital paulista. Na madrugada de sexta-feira (10), após se despedir de um amigo, ele desapareceu sem deixar documentos de identificação ou o aparelho celular.

Horas mais tarde, Pedro foi deixado na calçada da Vila Madalena por uma motorista que, segundo testemunhas, retirou o passageiro do veículo porque ele passava muito mal e vomitava. O socorro médico foi acionado por três ligações diferentes, mas o advogado faleceu antes da chegada da ambulância. O corpo foi registrado inicialmente sem nome no IML e reconhecido posteriormente por meio de impressões digitais. Paralelamente, o cartão bancário de Pedro registrou uma tentativa frustrada de saque de R$ 9.800 em uma agência bancária de madrugada.