O desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, na região noroeste do Paraná, está relacionado a uma cobrança de dívida de R$ 255 mil. As vítimas, três amigos de São José do Rio Preto (SP) e um produtor rural, foram vistas pela última vez em 5 de agosto, após reunião com compradores de uma propriedade.
Pouco mais de uma semana depois, a polícia encontrou a caminhonete utilizada pelo grupo enterrada em um bunker improvisado em área de mata.
Último contato com familiares
Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso trabalhavam em uma empresa de cobrança de dívidas. No início de agosto, viajaram até Icaraíma com Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos, que havia vendido uma propriedade sem receber o valor devido. O grupo se encontrou com os compradores do terreno, Antônio Buscariollo, de 67 anos, e o filho Paulo Ricardo Buscariollo, de 22, que não quitaram dez notas promissórias no valor de R$ 25.500 cada.
Após a primeira reunião, ficou combinado que no dia seguinte seria definido o pagamento ou um novo acordo. Em mensagens enviadas à esposa, Diego demonstrou preocupação com a situação, mencionando que o credor “anda armado”. Na manhã de 5 de agosto, os três amigos foram vistos em uma padaria. Depois disso, não responderam mais às chamadas e mensagens.
Suspeitos foragidos
A falta de notícias levou familiares a procurarem a polícia. Antônio e Paulo Ricardo foram levados para prestar depoimento, mas liberados em seguida. No dia seguinte, eles e os demais familiares que viviam no sítio deixaram a cidade sem informar o destino. A Justiça do Paraná decretou a prisão temporária dos dois, que agora são considerados os principais suspeitos do desaparecimento e estão foragidos.
Um amigo das vítimas conseguiu contato com outro filho de Antônio. Em mensagens de áudio, o rapaz prometeu perdoar a dívida em troca de informações sobre o paradeiro dos desaparecidos, o que passou a ser avaliado pela investigação.
Caminhonete enterrada

Uma carta anônima recebida por um familiar de Alencar indicou que o veículo usado pelas vítimas estaria enterrado a cerca de 9 km do sítio. Policiais encontraram a caminhonete coberta por terra em um bunker improvisado, envolta em plástico. Foi necessário o uso de retroescavadeira para a remoção. A perícia identificou indícios que reforçam a possibilidade de homicídio.
As buscas contam com equipes da polícia ambiental, bombeiros com sonar para rios, cães farejadores e helicóptero com câmeras infravermelhas. O secretário de Segurança Pública do Paraná afirmou que o caso é tratado como homicídio, possivelmente cometido por Antônio e Paulo Ricardo, e lembrou que o pai já responde por posse ilegal de arma de fogo.
Há mais de um mês, famílias das vítimas aguardam respostas. Em entrevista, uma das esposas afirmou: “A gente vai até o fim. Não adianta tentar calar a gente porque não vamos nos calar”.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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