O segurança Robson Anastácio Cândido Nunes, de 41 anos, foi assassinado a tiros na manhã de terça-feira, na Zona Leste de São Paulo. Ele foi surpreendido por um homem que o havia ameaçado de morte após ser expulso de uma casa noturna.
O crime ocorreu por volta das 6h15, no bairro da Mooca, no momento em que Robson se preparava para ir embora do local de trabalho.
De acordo com o repórter Marcelo Moreira, a polícia identificou o atirador, de 22 anos, com a ajuda de imagens de câmeras de segurança. O suspeito teria se desentendido com Robson dentro da casa noturna, e após a briga, o segurança o expulsou do estabelecimento.
Em resposta, o agressor prometeu voltar armado para se vingar. Apesar de identificado, o suspeito segue foragido, mesmo após familiares informarem à polícia que ele iria se entregar.
Cronologia do crime
Robson estava entre dois veículos na rua e iria atravessar para pegar seu carro quando foi abordado pelo atirador. Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que o segurança tenta fugir ao perceber a aproximação do homem armado.
Robson foi atingido na perna, caiu e, em seguida, foi executado com uma série de disparos à queima-roupa. Ele levou ao menos 16 tiros e morreu no local.
Durante a ação, um policial militar à paisana que estava em um food truck próximo também foi atingido de raspão na perna, mas foi socorrido e não corre risco de vida. O atirador fugiu do local em uma moto com placa clonada.
Homenagens e o perfil da vítima
Robson, pai de duas filhas e avô de um neto, trabalhava há mais de três anos na casa noturna e também como vigilante de uma padaria. A mãe da vítima, Marta, e a filha mais velha, de 19 anos, expressaram sua dor e a falta de comunicação após o crime. Segundo elas, foi um amigo do segurança quem entrou em contato para avisar sobre o ocorrido.
Familiares relataram que Robson era muito trabalhador e tinha um carinho especial por sua profissão, mesmo com um salário baixo. Além disso, a família revelou que Robson tinha sido diagnosticado com câncer há cerca de três meses e estava em tratamento. No dia do assassinato, ele teria uma nova sessão. Ele faria aniversário nesta semana. O velório de Robson ocorreu no dia seguinte ao crime.
A mãe de Robson lamenta a perda do filho e clama por justiça: "Você vê, trabalhando, né, você sai para trabalhar e é assaltado, ou a pessoa vem e mata. Eu quero justiça, né, porque o que o cara fez com ele não se faz com ninguém."
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