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Assassino de segurança de balada da Zona Leste de SP é identificado; veja o que se sabe

Robson Anastácio Cândido Nunes, de 41 anos, foi atingido por ao menos 16 disparos após ser ameaçado por um homem que ele expulsou do local

Da redação
DA REDAÇÃO

10/09/2025 • 18:16 • Atualizado em 10/09/2025 • 18:16

O segurança Robson Anastácio Cândido Nunes, de 41 anos, foi assassinado a tiros na manhã de terça-feira, na Zona Leste de São Paulo. Ele foi surpreendido por um homem que o havia ameaçado de morte após ser expulso de uma casa noturna.

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O crime ocorreu por volta das 6h15, no bairro da Mooca, no momento em que Robson se preparava para ir embora do local de trabalho.

De acordo com o repórter Marcelo Moreira, a polícia identificou o atirador, de 22 anos, com a ajuda de imagens de câmeras de segurança. O suspeito teria se desentendido com Robson dentro da casa noturna, e após a briga, o segurança o expulsou do estabelecimento.

Em resposta, o agressor prometeu voltar armado para se vingar. Apesar de identificado, o suspeito segue foragido, mesmo após familiares informarem à polícia que ele iria se entregar.

Cronologia do crime

Robson estava entre dois veículos na rua e iria atravessar para pegar seu carro quando foi abordado pelo atirador. Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que o segurança tenta fugir ao perceber a aproximação do homem armado.

Robson foi atingido na perna, caiu e, em seguida, foi executado com uma série de disparos à queima-roupa. Ele levou ao menos 16 tiros e morreu no local.

Durante a ação, um policial militar à paisana que estava em um food truck próximo também foi atingido de raspão na perna, mas foi socorrido e não corre risco de vida. O atirador fugiu do local em uma moto com placa clonada.

Homenagens e o perfil da vítima

Robson, pai de duas filhas e avô de um neto, trabalhava há mais de três anos na casa noturna e também como vigilante de uma padaria. A mãe da vítima, Marta, e a filha mais velha, de 19 anos, expressaram sua dor e a falta de comunicação após o crime. Segundo elas, foi um amigo do segurança quem entrou em contato para avisar sobre o ocorrido.

Familiares relataram que Robson era muito trabalhador e tinha um carinho especial por sua profissão, mesmo com um salário baixo. Além disso, a família revelou que Robson tinha sido diagnosticado com câncer há cerca de três meses e estava em tratamento. No dia do assassinato, ele teria uma nova sessão. Ele faria aniversário nesta semana. O velório de Robson ocorreu no dia seguinte ao crime.

A mãe de Robson lamenta a perda do filho e clama por justiça: "Você vê, trabalhando, né, você sai para trabalhar e é assaltado, ou a pessoa vem e mata. Eu quero justiça, né, porque o que o cara fez com ele não se faz com ninguém."