O motorista de ônibus José Romero Bezerra Leite, de 41 anos, revelou em áudios de WhatsApp a frieza com que narrou o assassinato do passageiro Roberto Vieira de Sousa, de 35 anos, na Zona Sul de São Paulo.
As mensagens, que circulam em um grupo de motoristas e foram obtidas pela polícia, indicam que o autor do crime detalhou a briga e o ataque a facadas logo após o ocorrido, como se o fato não tivesse impacto. O conteúdo das mensagens revoltou ainda mais os parentes e amigos da vítima.
No áudio, o motorista admite ter cometido o homicídio: "O cara foi querer brigar comigo. Falar m**** pra mim. Só deu m****. Piquei a faca no cara", diz o motorista, em um dos trechos que já fazem parte da investigação policial.
Discussão por ponto de ônibus terminou em homicídio
O crime ocorreu após uma discussão entre José Romero e a vítima, Roberto Vieira de Sousa. Segundo informações, a briga começou depois que o passageiro se revoltou por ter sido ignorado em um ponto de ônibus. Revoltado, Roberto teria jogado a mochila do condutor contra o rosto dele.
A reação do motorista foi imediata e violenta. José Romero desceu do coletivo e esfaqueou Roberto. A vítima ainda tentou correr após o ataque, mas caiu sem vida.
Nos áudios, o autor narra os momentos após o crime com naturalidade, detalhando a briga e o desfecho trágico: "Pegou minha mochila e jogou na minha cara e saiu pensando que ia ficar por isso. Puxei o ‘maneco’ [freio de mão], desci, fui lá fora… ele ah o que… pô vem na faca. Esse homem correu descendo ali rumo a entrada do Herplin não sei onde foi parar."
Em uma outra mensagem de voz, o motorista ainda faz uma ameaça genérica, indicando que poderia reagir com mais violência em casos futuros: "Se aparecer nego aqui vai tomar é tiro não é facada mais não."
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
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