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Casal é preso por aplicar golpe da falsa arma e repassar dados ao PCC

Investigação aponta que estelionatários operavam site de vendas para coletar informações de agentes de segurança; prejuízo e exposição de dados são apurados

MARK FIGUEREDO

21/01/2026 • 19:14 • Atualizado em 21/01/2026 • 19:14

Casal é preso por aplicar golpe da falsa arma e repassar dados ao PCC

Casal é preso por aplicar golpe da falsa arma e repassar dados ao PCC

Reprodução/Brasil Urgente

Uma operação conjunta das polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo resultou na prisão de um casal de estelionatários acusado de operar um esquema de venda falsa de armas para beneficiar o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Homero Vieira de Almeida, de 32 anos, e Mayra dos Santos Silva, de 29, foram detidos na Grande Vitória. Segundo as investigações, o grupo gerenciava um site que oferecia armamentos com valores abaixo do mercado para atrair policiais, colecionadores e atiradores esportivos (CACs).

O esquema ia além do prejuízo financeiro imediato. Ao realizar a compra, a vítima não recebia o produto, mas fornecia dados pessoais completos sob a justificativa de regularizar a documentação do armamento. Essas informações eram, então, repassadas detalhadamente para a cúpula da facção criminosa. De acordo com a polícia, o objetivo principal era monitorar e obter dados de agentes de segurança pública.

Fraudes bancárias e invasão de sistemas

Com os dados coletados pelo casal, o PCC realizava fraudes bancárias, contratava empréstimos indevidos e tentava invadir sistemas restritos das forças policiais. Os anúncios serviam como "isca": uma das vítimas relatou ter tentado adquirir uma pistola Glock G25 por menos de R$ 5 mil, valor significativamente inferior ao preço de mercado, que oscila entre R$ 10 mil e R$ 12 mil.

A investigação aponta que o lucro obtido com os golpes permitia ao casal ostentar uma vida de luxo na capital capixaba. Homero Vieira de Almeida já era conhecido das autoridades e aplicava golpes desde 2017. Há dois anos, ele havia sido preso ao tentar se passar por delegado da Polícia Federal e por representante de uma fabricante italiana de armas.

Desdobramentos da operação

Durante a ação, os agentes apreenderam notebooks e aparelhos celulares que passarão por perícia técnica. O material deve ajudar a polícia a identificar a extensão do vazamento de dados e quantos policiais foram monitorados pela facção através do site falso.

Um terceiro suspeito de participação no esquema não foi localizado durante as diligências e é considerado foragido. As polícias dos dois estados continuam trabalhando em conjunto para desarticular a célula financeira e de inteligência que prestava serviços ao crime organizado por meio de plataformas digitais.

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