
Casal é preso por aplicar golpe da falsa arma e repassar dados ao PCC
Reprodução/Brasil Urgente
Uma operação conjunta das polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo resultou na prisão de um casal de estelionatários acusado de operar um esquema de venda falsa de armas para beneficiar o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Homero Vieira de Almeida, de 32 anos, e Mayra dos Santos Silva, de 29, foram detidos na Grande Vitória. Segundo as investigações, o grupo gerenciava um site que oferecia armamentos com valores abaixo do mercado para atrair policiais, colecionadores e atiradores esportivos (CACs).
O esquema ia além do prejuízo financeiro imediato. Ao realizar a compra, a vítima não recebia o produto, mas fornecia dados pessoais completos sob a justificativa de regularizar a documentação do armamento. Essas informações eram, então, repassadas detalhadamente para a cúpula da facção criminosa. De acordo com a polícia, o objetivo principal era monitorar e obter dados de agentes de segurança pública.
Fraudes bancárias e invasão de sistemas
Com os dados coletados pelo casal, o PCC realizava fraudes bancárias, contratava empréstimos indevidos e tentava invadir sistemas restritos das forças policiais. Os anúncios serviam como "isca": uma das vítimas relatou ter tentado adquirir uma pistola Glock G25 por menos de R$ 5 mil, valor significativamente inferior ao preço de mercado, que oscila entre R$ 10 mil e R$ 12 mil.
A investigação aponta que o lucro obtido com os golpes permitia ao casal ostentar uma vida de luxo na capital capixaba. Homero Vieira de Almeida já era conhecido das autoridades e aplicava golpes desde 2017. Há dois anos, ele havia sido preso ao tentar se passar por delegado da Polícia Federal e por representante de uma fabricante italiana de armas.
Desdobramentos da operação
Durante a ação, os agentes apreenderam notebooks e aparelhos celulares que passarão por perícia técnica. O material deve ajudar a polícia a identificar a extensão do vazamento de dados e quantos policiais foram monitorados pela facção através do site falso.
Um terceiro suspeito de participação no esquema não foi localizado durante as diligências e é considerado foragido. As polícias dos dois estados continuam trabalhando em conjunto para desarticular a célula financeira e de inteligência que prestava serviços ao crime organizado por meio de plataformas digitais.
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