
'Cebola do PCC': MP suspeita que criminoso foragido recebia proteção de policiais
Reprodução/Brasil Urgente
O Ministério Público suspeita que chefão do PCC foragido recebia proteção de policiais. O homem, conhecido como “cebola” ou “arrepiado” é foragido da Justiça há mais de 10 anos e está na lista de criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e na difusão vermelha da Interpol.
A investigação do MP indica que ele circulava livremente pelas ruas do Tatuapé, bairro da zona leste de São Paulo. É a mesma rede de proteção mantida pelo delator do PCC Antonio Vinícius Gritzbach, assassinado no final de 2024 no Aeroporto de Guarulhos. 17 policiais militares estão presos acusados de proteger o criminoso.
As investigações apontam que Cebola alterna estadias entre o bairro da zona leste e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Há, também, uma investigação da infiltração do PCC no transporte público de São Paulo. Dias antes da deflagração da operação, Cebola aparece em um apartamento de luxo avaliado em quase R$ 4 milhões.
O criminoso aparece junto com Ahmed Hassan Saleh, o Mude, advogado preso na operação. O advogado e a esposa mostram em detalhes o apartamento a cebola. O prédio fica em um dos pontos mais valorizados do Tatuapé e está em nome da AHS empreendimentos e participações, em nome de Mude, mas foi vendido por Vinícius Gritzbach para cebola.
A defesa de Silvio Ferreira nega que ele seja dono do apartamento e que foi até o imóvel para fins de assinatura de procuração com Mude, advogado dele na época. O defensor diz ainda que a alegação de que Silvio recebia ou recebe proteção de agentes públicos ligados a Vinícius Gritzbach é “infundada”.
Mude está preso, Vinícius foi morto e Cebola segue foragido. De acordo com o MP, ele é responsável por coordenar boa parte do tráfico de drogas do PCC e é dono de pontos de venda na zona leste. Ele também seria sócio de Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, assassinado no fim de 2021.
Cebola chegou a ser preso com 600kg de cocaína na garagem da empresa de ônibus da qual era sócio, mas como aconteceu com criminosos famosos como André do Rap e Gegê do Mangue conseguiu uma decisão judicial de liberdade provisória e fugiu.
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