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‘Dama do crime’ é presa durante operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Segundo a polícia, ela intensificou a atuação criminosa após o assassinato do companheiro, que era da mesma facção, na fronteira com a Bolívia

LAILA HALLACK

15/07/2025 • 18:48 • Atualizado em 15/07/2025 • 18:48

‘Dama do crime’ é presa durante operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

‘Dama do crime’ é presa durante operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Reprodução/Brasil Urgente

Nas redes sociais, ela se apresentava como CEO de um estúdio de beleza. Mas, para a polícia, Anne Casaes, de 38 anos, é a "Dama do Crime", figura influente da facção Comando Vermelho. Anne foi presa nesta terça-feira (15) em Belo Horizonte, durante uma operação contra uma quadrilha acusada de aplicar golpes financeiros em vários estados do país.

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Por meio de anúncios falsos de venda de veículos e gado na internet, as vítimas eram convencidas a pagar taxas para supostos intermediários que se passavam por advogados. O dinheiro das fraudes era rapidamente distribuído entre diversas contas bancárias, para dificultar o rastreamento das autoridades. O grupo causou um prejuízo de cerca de R$ 800 mil às vítimas.

Segundo a polícia, Anne intensificou a atuação criminosa após o assassinato do companheiro, que era da mesma facção, na fronteira com a Bolívia. Desde então, ela passou a cuidar da lavagem de dinheiro e a coordenar diretamente as ações do Comando Vermelho em diferentes regiões do Brasil.

A criminosa é mais um nome em uma lista de mulheres que ocupam posições de comando no crime organizado. A atuação delas não é discreta, nem menos violenta. Ao menos 30 mulheres figuram entre os criminosos mais procurados do Rio de Janeiro.

Na última semana, a mulher que costumava ser chamada de "Xerifa da Rocinha" ou "Primeira-Dama do tráfico", foi presa em uma maternidade do Rio, logo após dar à luz. Ela é acusada de ter coordenado ações do ex-marido, o traficante Nem, mesmo depois da prisão dele.

Já a mulher conhecida como "Diaba Loira", continua foragida. A criminosa, considerada extremamente perigosa, ostentava armas e fazia ameaças nas redes sociais. Ela é investigada por tráfico, homicídio e participação em confrontos com a polícia.

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