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‘El Monstruo’ é condenado a 35 anos de prisão em caso de sequestro no Peru

O criminoso pagará uma indenização em favor das vítimas afetadas pelos crimes julgados

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

26/06/2026 • 19:13 • Atualizado em 26/06/2026 • 19:17

El Monstruo, um dos criminosos mais procurados do Peru, é preso no Paraguai

El Monstruo, um dos criminosos mais procurados do Peru, é preso no Paraguai

Reprodução/Jornal da Noite

A Justiça do Peru condenou Erick Luis Moreno Hernández, conhecido como El Monstruo, a 35 anos de prisão após ser acusado criminalmente em um caso de sequestro com extorsão ocorrido na zona norte de Lima.

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A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 24, após uma audiência em que os magistrados avaliaram os argumentos da acusação e da defesa do acusado. A sentença foi proferida pelo Segundo Tribunal Penal Colegiado Transitório do Tribunal Superior de Lima Norte, que concluiu que as provas apresentadas durante a audiência oral comprovaram a participação de El Monstruo nos crimes investigados.

Os elementos possibilitaram estabelecer a responsabilidade criminal do condenado pelo sequestro de dois empresários e seus familiares no distrito de Comas. Além disso El Monstruo foi identificado pelas autoridades como líder da organização criminosa conhecida como Los Injertos de Lima Norte.

Após várias horas, o juiz deu a sentença; Além de 35 anos de prisão, o criminoso pagará uma indenização em favor das vítimas afetadas pelos crimes julgados. Os crimes julgados ocorreram em 12 de março de 2020. A investigação do Ministério Público indica que uma das vítimas caiu nas mãos de Manuel Azpilcueta, Eduardo Torres e outros indivíduos ainda em processo de identificação.

Os criminosos utilizaram coletes com características semelhantes aos da polícia para interceptar a vítima e privá-la de sua liberdade. Em seguida, o empresário foi levado para uma propriedade localizada no distrito de Ancón. Nesse local, El Monstruo e Yen Atalaya receberam o sequestrado e o submeteram a ameaças.

Os sequestradores exigiram um valor alto para libertar a vítima. Os valor passou dos US$ 300.000. Para pressionar as famílias, eles fizeram diversas ameaças com uso de armas e tortura. A vítima foi libertada após uma operação realizada pela Polícia Nacional em 15 de março de 2020. Durante a operação, houve um confronto entre os policiais e sequestradores. O suboficial William Ríos Cauti foi ferido e faleceu dias depois.