
PCC e Comando Vermelho
Reprodução/Brasil Urgente
O brasileiro Vanderson Santos Souza, de 37 anos, foi executado a tiros em uma rua movimentada de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O crime ocorreu em plena luz do dia, logo após o meio-dia, quando ocupantes de um carro branco se aproximaram do alvo. Um dos suspeitos desembarcou, sacou a arma e efetuou ao menos sete disparos na cabeça e no peito da vítima.
Vanderson possuía uma extensa ficha criminal no Brasil, acumulando 33 passagens policiais nos estados do Maranhão e de Mato Grosso por crimes como tráfico de drogas e de armas.
Carro abandonado e celulares apreendidos
Após a execução, os suspeitos abandonaram o veículo utilizado no crime a poucos quilômetros do local. A perícia técnica boliviana encontrou marcas de sangue em uma das portas do automóvel. A esposa da vítima estava presente na cena do assassinato e recolheu os aparelhos celulares do marido logo após os disparos. Ela chegou a ser detida pelas forças de segurança locais, mas prestou depoimento apenas na condição de testemunha.
Escalada da violência e disputa de território
A execução de Vanderson é o décimo homicídio registrado em apenas uma semana na região de Santa Cruz de la Sierra, cidade considerada estratégica para o narcotráfico internacional na América do Sul. A escalada de violência é motivada pela disputa de território e pelo controle das rotas de escoamento de cocaína.
A disputa entre as duas maiores facções criminosas do Brasil avançou sobre os grandes centros urbanos bolivianos. O município, apontado pelas autoridades como refúgio de grandes barões das drogas, tornou-se o centro do confronto entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), que detém a hegemonia na área, e o Comando Vermelho, que tenta expandir sua presença na região.
A onda de homicídios recente teve início com a invasão de uma propriedade rural em San Matías, que deixou quatro mortos. No dia seguinte, um subtenente da polícia local foi interceptado, executado e teve o corpo carbonizado perto de uma pista de pouso clandestina. Quatro homens foram presos pelo homicídio do policial, dos quais três são brasileiros ligados ao megatraficante uruguaio Sebastian Marset, aliado ao PCC.
Na mesma semana, outros crimes brutais foram registrados no país vizinho: dois jovens foram decapitações em Yapacaní, um brasileiro foi morto dentro de uma casa noturna e um veterinário foi executado com 22 tiros em um restaurante em San Ignacio de Velasco.
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