Uma operação da Polícia Militar em conjunto com a Polícia Federal revelou um esquema de produção e distribuição ilegal de armas de fogo no interior de São Paulo. Em Santa Bárbara d’Oeste, uma fábrica clandestina foi identificada com capacidade de produzir até 3 mil fuzis por mês. Paralelamente, em uma chácara na região de Sorocaba, policiais encontram 111 armas escondidas, todas ligadas a um registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).
As informações foram detalhadas ao vivo no Brasil Urgente, em reportagens de Lucas Martins e Rafael Batalha, que acompanharam as ações policiais em diferentes pontos do Estado.
Produção em escala e risco de abastecimento ao crime
Segundo a investigação, os fuzis fabricados em Santa Bárbara d’Oeste tinham alto padrão de funcionamento e poderiam facilmente chegar às mãos de quadrilhas especializadas em roubos de carros, residências e ataques a bancos e carros-fortes. Também chamou a atenção das autoridades o envolvimento de um engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
A descoberta reforça a preocupação das forças de segurança com a possibilidade de que o crime organizado já não dependa apenas do tráfico internacional para acessar armamentos de alto calibre.
111 armas escondidas em chácara
Em paralelo à fábrica, a polícia localizou 111 armas de fogo armazenadas em uma chácara no interior paulista. O responsável identificado no local era apenas o caseiro, enquanto o verdadeiro proprietário, registrado como CAC, é considerado foragido.
Segundo a investigação, parte dos investigados utiliza registros de CAC para adquirir armas legalmente e, em seguida, simula roubos, furtos ou extravios para justificar a ausência do armamento. Dessa forma, eles conseguem repassar armas para o crime organizado, mantendo a cobertura documental para continuar comprando novos equipamentos.
A investigação ainda aponta que, em alguns casos, há adulteração em séries de numeração, o que permite a multiplicação de armas registradas sob o mesmo código, dificultando o rastreamento.
Próximos passos da investigação
As autoridades buscam identificar se há conexão direta entre a fábrica clandestina de fuzis e o arsenal encontrado na chácara. A polícia trabalha com a hipótese de que CACs registrados possam ser usados como intermediários do crime organizado, servindo como fachada para aquisição e repasse de armamentos.
O caso é acompanhado por equipes de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Federal. Até o momento, apenas o caseiro da propriedade foi preso, enquanto o dono das armas segue sendo procurado.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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