
Faro contra o crime: cães são treinados para prender bandidos e localizar drogas
Reprodução/Brasil Urgente
Uma indicação certeira da "garra", cadela do canil do quinto batalhão de choque da polícia militar de São Paulo, localizou mais de cinco quilos de drogas. Cocaína, maconha e crack estavam escondidos em apartamentos e dentro do telhado de um conjunto habitacional, na zona norte da capital paulista.
A droga estava escondida dentro de uma bolsa e de sacos plásticos. Em uma outra operação, policiais encontraram mais de 60 quilos de drogas em uma casa bomba. Mais um trabalho da garra, que conseguiu apontar para os agentes qual era o local em que os entorpecentes estavam.
Hoje, o canil central de São Paulo conta com cerca de 50 cachorros treinados e em treinamentos prontos para atender à diferentes demandas policiais. Em todo estado são mais de 300 animais que ajudam no trabalho policial, que vai desde o encontro de drogas e explosivos até para encontrar pessoas.
São dois anos de treinamento até os cães estarem preparados para participarem de operações. As atividades começam poucos dias após o nascimento do animal e costumam ser realizadas sempre com o mesmo policial. Exatamente para criar a relação de confiança entre os dois.
Não existe algo que substitua o faro do cão. Enquanto o ser humano tem aproximadamente 5 milhões de células, o cachorro vai ter de 150 a 300 milhões. O Brasil Urgente acompanhou de perto e com exclusividade parte do treinamento dos cães do canil central do batalhão de choque da PM.
Quase que diariamente, a garra faz atividades como estas, que simulam as ações diárias de operações. Como o encontro de drogas em malas de passageiros durante ações nas rodoviárias, ou até dentro de carros estacionados na rua. E depois que ela aponta aonde está o entorpecente é a hora da recompensa.
Além da garra, acompanhamos também a formação do Ice. O cachorro também da raça belga Malinois acabou de fazer dois anos e está finalizando o treinamento. O cão passa por uma visita diária ao veterinário e uma série de cuidados. Até a hora de ir para a parede de cheiros. Em cada um dos buracos são colocados odores que atraem o animal. Em apenas um deles está o que ele deve farejar: a droga, que neste caso era maconha.
E na prática, quando os cães participam das operações policiais a chance de localizar algum material ilícito é quase 100%.
No Jardim Peri, na zona norte da capital paulista, em novembro deste ano, mais de 70 policiais e nove cães farejadores foram empenhados durante uma operação contra o crime organizado e o tráfico de drogas. Através do trabalho dos cachorros, foi possível localizar um barraco onde os traficantes tinham escondido entorpecentes já prontos para serem vendidos.
Já em Paraisópolis, na zona sul de SP, policiais do quinto batalhão de choque e do canil percorreram ruas da comunidade durante a "operação impacto". Um dos cães usados na ação farejou um odor suspeito em um dos endereços e indicou aos policiais o local.
Na casa, que estava vazia, os agentes encontraram cerca de três quilos de drogas prontas para serem consumidas ou comercializadas. Além disso, armas também foram localizadas no imóvel, entre elas um fuzil e um revólver calibre 32, além de munição e facas.
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