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Brasil

Jovem baleado ao proteger namorada em SP tem morte cerebral confirmada

A família da vítima, que tinha 28 anos, decidiu pela doação dos órgãos; bandidos seguem foragidos

2 min

24/08/2026 16:46 • Atualizado há 61 dias

Jovem baleado ao proteger namorada em SP tem morte cerebral confirmada

Foi confirmada nesta segunda-feira (24) a morte cerebral do jovem Eduardo Alves, de 28 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Eduardo foi baleado na cabeça ao tentar proteger a namorada de um assalto.

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Diante da confirmação do óbito encefálico, a família do jovem, que trabalhava como empacotador de supermercado, decidiu realizar a doação de seus órgãos.

A ocorrência teve início por volta das 3h de sexta-feira, logo após o casal deixar uma festa nas proximidades. Preocupado com o horário avançado, Eduardo vinha caminhando logo atrás da namorada, que levava o aparelho celular dele no bolso de sua bermuda.

Nesse momento, a jovem foi abordada na calçada por dois homens em uma motocicleta que simulavam realizar entregas por aplicativo. Ao perceber a ação, Eduardo reagiu e correu em direção à motocicleta, jogando-se contra os suspeitos e derrubando ambos no chão.

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Na queda, um dos assaltantes levantou-se rapidamente, sacou uma arma de fogo e efetuou um único disparo à queima-roupa contra o jovem antes de fugir. O projétil atingiu o olho direito de Eduardo e alojou-se em seu cérebro. Os criminosos fugiram de motocicleta logo em seguida sem levar nenhum pertence das vítimas.

Socorro e investigação

Eduardo foi inicialmente socorrido por um motorista de aplicativo que passava pela via e o encaminhou ao Hospital Municipal do Campo Limpo. Lá, ele permaneceu internado em coma induzido sob cuidados intensivos, mas infelizmente não resistiu à gravidade dos ferimentos.

O caso foi registrado inicialmente como tentativa de latrocínio. A investigação está sob responsabilidade do 37º Distrito Policial. Os agentes de segurança já utilizam as imagens das câmeras de monitoramento da via pública para tentar identificar e localizar os autores do disparo.

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A utilização de mochilas de entrega e motocicletas para camuflar ações criminosas tem sido um desafio recorrente para as forças de segurança de São Paulo. Apenas três horas após o ataque contra Eduardo, uma ocorrência similar ocorreu no bairro vizinho de Capão Redondo, onde um garçom atropelou e matou dois assaltantes que também usavam disfarces de entregadores para roubar pedestres.

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