Brasil Urgente

Mãe descobre plano de morte feito pelo próprio filho em São Paulo

O material indica uma tentativa de envenenamento contínuo motivada por disputas financeiras

KELLY DIAS

26/06/2026 • 19:16 • Atualizado em 26/06/2026 • 19:20

Polícia Civil São Paulo

Polícia Civil São Paulo

Divulgação/Agência SP

Uma mãe passou mal por meses até descobrir no celular do filho mensagens que revelam uma articulação contra a sua vida. O caso, sob investigação da Polícia Civil, ocorreu após a vítima ter acesso a conversas de texto guardadas no aparelho telefônico do jovem. O material indica uma tentativa de envenenamento contínuo motivada por disputas financeiras.

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A apuração começou depois que a mulher apresentou os registros das conversas para as autoridades policiais. Segundo os relatos colhidos no inquérito, a vítima sofria com problemas de saúde constantes e mal-estar sem causa aparente ao longo de um extenso período. A suspeita sobre a origem dos sintomas surgiu apenas quando ela decidiu vistoriar o telefone celular do filho.

No dispositivo móvel, a mãe localizou diálogos detalhados em aplicativos de mensagens nos quais o jovem debatia métodos para desferir um envenenamento progressivo. Os textos apontam que o plano de morte tinha como objetivo central obter vantagens econômicas e o controle de bens da família. A polícia recolheu o aparelho eletrônico para a realização de perícia técnica pelo setor de inteligência digital.

Perícia e próximos passos do caso

O material coletado passa por análise detalhada para confirmar a autenticidade das mensagens e rastrear possíveis cúmplices envolvidos na troca de informações. Os médicos que atenderam a vítima durante os meses de crise de saúde também devem prestar depoimentos para detalhar quais substâncias causaram o quadro clínico de mal-estar constante.

Os advogados de defesa do suspeito não se pronunciaram publicamente sobre o teor das mensagens encontradas no celular. De acordo com as diretrizes de apuração do portal Band.com.br, o jovem foi ouvido preliminarmente na delegacia e o caso segue sob sigilo de Justiça para não comprometer a coleta de novas provas testemunhais.

A vítima recebeu acolhimento psicossocial e o andamento das investigações depende dos laudos laboratoriais que vão apontar os componentes químicos adicionados à alimentação da mãe. O inquérito policial deve ser relatado ao Ministério Público do Estado de São Paulo assim que as análises técnicas do telefone forem concluídas pelos peritos criminais.