Brasil Urgente

Mulher se revolta com falta de luz em SP: "Não tem nenhum suporte"

Moradora de São Paulo relata drama de idosa que depende de aparelhos para respirar e critica atendimento robotizado da concessionária de energia

Da redação
DA REDAÇÃO

12/12/2025 • 18:39 • Atualizado em 12/12/2025 • 18:39

Um protesto de moradores contra a falta de energia elétrica, transmitido ao vivo pelo programa Brasil Urgente, revelou a face mais cruel do apagão que atinge a região. Em entrevista emocionada, uma moradora expôs o risco iminente de morte que sua mãe, uma idosa acamada, enfrenta após três dias sem eletricidade.

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A mulher explicou que sua mãe é cadastrada como "cliente vital" da Enel — classificação dada a pacientes que dependem de equipamentos elétricos para sobrevivência —, mas que, mesmo assim, não recebeu qualquer suporte da empresa.

Dependência total de aparelhos

"Minha mãe precisa de equipamentos para respirar, inalador, a cama é elétrica, o colchão é pneumático", listou a moradora, visivelmente abalada. A situação se agravou com a interrupção do fornecimento de água no prédio, consequência direta da falta de energia para as bombas hidráulicas. "Agora acabou a água, não tenho mais como lavar os lençóis", desabafou.

Atendimento falho e robotizado

A indignação da moradora também se volta para a impossibilidade de comunicação humana com a concessionária. Segundo ela, as tentativas de contato resultam apenas em interações com inteligência artificial.

"A Enel nem atende mais, a gente fica falando com IA. É um absurdo, é um descaso, um desrespeito. A gente não tem para onde correr", protestou. A frase mais impactante da entrevista resumiu o medo da família: "Se eu precisar da Enel para que minha mãe viva, ela vai morrer, porque não tem nenhum suporte."

Caos nos condomínios

O relato expôs ainda o sofrimento coletivo de idosos em prédios sem elevadores funcionando. A entrevistada contou o caso de uma vizinha idosa que precisou dormir na recepção do edifício na quarta-feira, aguardando o retorno da energia. "Ela só voltou para o apartamento no dia seguinte, depois que três pessoas a levaram até o oitavo andar", relatou.

O protesto na Avenida Brigadeiro Luís Antônio reflete a exaustão dos moradores que, além dos prejuízos materiais, agora temem pela vida de seus familiares mais vulneráveis diante da demora no restabelecimento do serviço essencial.

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